AMA e Ibama criam grupo de trabalho para fortalecer agricultura familiar com sustentabilidade
Presidente da AMA, prefeito Marcelo Beltrão avalia que as ações podem se expandir para todos os ecossistemas de Alagoas
Como resultado da reunião da AMA que reuniu órgãos federais e estaduais para debater ações de preservação da Caatinga e soluções para a viabilização de crédito a pequenos e médios agricultores, com prioridade ao desenvolvimento sustentável, um grupo de trabalho multidisciplinar foi criado para atuar de forma objetiva e rápida.
Coordenado pelo secretário de Meio Ambiente de Delmiro Gouveia, Marcos Diniz, o fórum vai trabalhar a partir de um amplo relatório que será feito pelo Ibama com todas as indicações das áreas desmatadas para que os municípios possam atuar como interlocutores no processo de conscientização e disseminação de informações legais.
O presidente da AMA, prefeito Marcelo Beltrão avalia que a reunião trouxe uma contribuição gigante e que pode se expandir para todos os ecossistemas de Alagoas.
“O avanço de práticas irregulares está, muitas vezes, ligado à desinformação, e a atuação conjunta das instituições pode reverter esse cenário. A AMA sempre será um canal um canal de articulação entre municípios e sociedade. Estamos tratando de uma preocupação iminente, pontuou o presidente”.
O superintendente do Ibama, Reginaldo Couto, que solicitou a reunião, fez uma apresentação detalhada da atual situação da Caatinga que tinha uma área total de vegetação nativa de 370 mil km² até 2023, representando 42,8% do total do bioma, mas que teve em 2024 um pico de devastação superior a 5 mil hectares. ( baixe a apresentação ao final da matéria) “O momento é de construir soluções para dar segurança jurídica aos pequenos agricultores, mitigando os problemas e evitar embargos que podem ter consequências sérias como impedimentos ao crédito e restrições a políticas públicas”, afirmou.
Reginaldo Couto também destacou o trabalho de prevenção de Delmiro Gouveia e Olho D’Água das Flores como exemplos de atuação junto aos agricultores, principalmente de assentamos, atuando como agentes de informação. Ziane Costa, prefeita de Delmiro, falou da experiência que teve com a FPI e que, a partir dela, houve uma grande transformação na metodologia de trabalho voltado para a sustentabilidade. O prefeito José Luiz, disse que os conflitos existentes pelos costumes locais de décadas são grandes e que há muita resistência a mudanças. Porém, uma atuação conjunta pode ser trabalhada para o bem da população, do meio ambiente e da agricultura de base comunitária.

O superintende do Ministério da Agricultura em Alagoas, Jorge Marques informou que a orientação é trabalhar em parceria com o Ibama e demais órgãos, atuando no fortalecimento da agricultura com responsabilidade e respeito às leis.
Secretário de São José da Tapera, Tiago Santos citou que retorna animado porque sabe agora que terá apoio coletivo para desenvolver mecanismos seguros, principalmente com informação precisa e de qualidade.
“É exatamente isso que precisamos”, disse o presidente Marcelo Beltrão. “Os municípios se tutelarem, de forma individual ou através de consórcios para que os desmatamentos parem e as áreas possam ser reconstituídas com apoio dos órgãos.”
A discussão sobre o assunto foi tratada pelo vice-presidente da AMA, prefeito Jorge Dantas como um avanço.” Menos punição e mais esclarecimentos sobre a postura do governo federal construindo um canal de diálogo e troca de experiências.”
A secretária de Estado da Agricultura, Aline Rodrigues defendeu a necessidade das culturas, “mas com preservação ambiental” e anunciou que vai colocar os programas Seagri em Movimento e a feira da agricultura familiar como pontos de informação sobre a legislação vigente. Através da Emater, Sandro Couto avalizou que o programa Semiárido Bem Viver vai acompanhar 300 agricultores. Henrique Lessa, do IMA anunciou que o governador Paulo Dantas vai assinar uma lei para créditos de reposição e, através da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o representante Daniel Lima afirmou que o plano estadual ,que também tem foco no combate a desertificação, está sendo analisando com a universidade para atualização de pontos necessário diante das mudanças climáticas.
“A Caatinga pode e deve ser utilizada com responsabilidade. A presença dos municípios é essencial para que esse trabalho chegue na ponta e faça a diferença”, esclareceu o superintendente do Ibama. A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro, caracterizada por um clima quente e seco, com longos períodos de estiagem e vegetação adaptada a essa condição, que perde suas folhas na seca, dando à paisagem uma aparência esbranquiçada, daí o nome “mata branca” em tupi-guarani. Em Alagoas ocupa cerca de 44% do território.
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