SMTT Penedo reforça orientação sobre a importância do uso do capacete
A unidade da rede pública é referência em trauma para 46 municípios, incluindo Penedo.
Entre janeiro e julho de 2025, o Hospital de Emergência do Agreste Dr. Daniel Houly, em Arapiraca, registrou mais de cinco mil atendimentos (5.005) por acidentes envolvendo motocicletas, com e sem óbito.
A unidade da rede pública é referência em trauma para 46 municípios, incluindo Penedo. Nos casos mais graves, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Penedo realiza o primeiro procedimento e encaminha o paciente para Arapiraca.
Esse tipo de ocorrência ultrapassa em mais de 100% os registros de outros traumas na unidade arapiraquese, como acidentes envolvendo bicicleta, carro, atropelamento, capotamento e colisão, índice que reforça o quanto pilotar motocicleta é perigoso, embora seja prazeroso para alguns e meio de sustento para outros.
Especificamente em Penedo, segundo dados do 11º BPM, do início de janeiro até ontem (quinta-feira, 28), foram registrados 85 acidentes envolvendo motocicletas, com e sem óbito.
E para conscientizar a população sobre a importância do uso do capacete, a SMTT Penedo realizou nesta sexta-29, mais uma atividade informativa e de prevenção, em frente à Escola Estadual Ernani Mero.
“A blitz educativa é uma forma de conscientizar sobre o uso do capacete e sua importância. Também alertamos para outras infrações, como o uso do cinto de segurança. Esse momento é fundamental para tornar a fiscalização mais eficiente e, ao mesmo tempo, evitar futuras notificações. Além da prevenção de traumas em caso de acidentes, também estamos orientando sobre a idade mínima de 10 anos para o garupa, considerada também uma infração gravíssima, assim como o não uso do capacete”, explicou o coordenador de Educação para o Trânsito da SMTT Penedo, Wanderson Marques.
Multas e pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
O capacete não é um acessório estético, é proteção e pode salvar vidas em caso de acidente. Para quem insiste em não usar, o artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) classifica como infração gravíssima pilotar sem capacete.
A penalidade inclui multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH, recolhimento da habilitação e suspensão do direito de dirigir por dois a seis meses.
Outra infração relacionada ao uso inadequado do capacete é não estar afivelado, ou jugular, infração leve, multa de R$ 88,38 e três pontos na CNH. E, por último, capacete sem viseira ou com ela levantada, infração média, multa de R$ 130,16 e cinco pontos na CNH.
Estatísticas de acidentes com motocicleta em 2025
Segundo a assessoria de imprensa do Hospital de Emergência do Agreste, responsável pela 2ª Macrorregião de Saúde (Agreste, Sertão e Baixo São Francisco) foram registrados 5.005 acidentes com motocicleta, com e sem óbito, no primeiro semestre deste ano.
Os dados de outros tipos de acidente que também geraram traumas são os seguintes: bicicletas (488), carros (11), atropelamentos (312), capotamentos (177) e colisões (2.229).
Somados, esses cinco tipos de ocorrências totalizaram 3.217 registros em apenas seis meses. Isso mostra que acidentes de trânsito envolvendo motocicleta ultrapassa em mais de 100% outros de tipos de ocorrências, o que chama a atenção para a importância do uso do capacete.
Em Penedo, os números do 11º BPM mostram em janeiro (6), fevereiro (11), março (10), abril (12), maio (8), junho (11), julho (10), agosto (17), totalizando 85 acidentes com motocicleta, com e sem óbito.
Com vítimas atendidas na UPA de Penedo, sendo alguns casos transferidos para a Unidade de Emergência do Agreste, porta aberta e referência em traumas para 46 municípios.
“Na última década, tivemos um aumento de 40% na frota de motocicletas, e a perspectiva é de crescimento. Diante desse cenário e da fragilidade inerente ao transporte em duas rodas, a absoluta maioria dos pacientes graves atendidos nas urgências são vítimas de acidentes envolvendo motos. Com tudo isso, inúmeras medidas de segurança foram desenvolvidas, mas nenhuma teve repercussão tão favorável quanto o uso do capacete. Considerando que a maior parte dos óbitos decorre de traumas cranioencefálicos, fica evidente a importância desse equipamento de proteção. O grande problema é a falta de consciência de muitas pessoas que tentam burlar a lei, aliada à deficiência na fiscalização, sobretudo no interior. Apesar da legislação e das repetidas campanhas de educação, ainda há inúmeros casos de acidentes em que o condutor ou o passageiro não utilizam o capacete, aumentando os índices de traumas graves e de óbitos”, destacou o penedense Adilson Lucena, médico ortopedista, traumatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (SBTO).
O especialista acrescenta: “Desde 1997, o uso do capacete é obrigatório no Brasil. No entanto, assim como em outras áreas jurídicas, esbarramos na falta de fiscalização e, principalmente, na crença popular de que ‘o acidente nunca acontecerá comigo’. O ideal é a combinação entre fiscalização efetiva e campanhas educativas, para reduzirmos esses números alarmantes de acidentes e, no caso específico do uso do capacete, diminuirmos os casos graves de trauma cranioencefálico (TCE).”
Colaboraram: Assessoria de imprensa do Hospital de Emergência do Agreste, comando do 11º Batalhão de Polícia Militar e o médico especialista em Ortopedia e Traumatologia, Adilson Lucena.
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