Filha que matou a mãe em Arapiraca tem prisão preventiva decretada pela Justiça
Acusada também ameaçou matar a tia e avó para ficar com os bens da família
A Polícia Civil, por meio da 4ª Delegacia Regional de Polícia (4ª DRP) de Arapiraca, informou nesta terça-feira (7), que a jovem, de 22 anos, que matou a própria mãe Jane Maristela de Oliveira, 50 anos, no dia 5 de agosto de 2025, no bairro Jardim Esperança, Arapiraca, teve a prisão temporária convertida em preventiva, após representação do delegado Edberg Sobral de Oliveira, junto ao Poder Judiciário, através da 5ª Vara Criminal da Comarca de Arapiraca.
Ela acusada de homicídio triplamente qualificado, com emprego de fogo. As investigações foram realizadas pela equipe da delegacia do 53º Distrito Policial de Arapiraca.
A decisão foi proferida após a conclusão das investigações pela Polícia Civil, que formalizou a representação pela medida extrema, uma vez que as provas apontam indícios suficientes de autoria e a necessidade de garantir a ordem pública.
O risco à ordem pública se justifica pela periculosidade da agente, descrita na decisão como "supostamente violenta, dissimulada e fria".
Durante as investigações, foram colhidos depoimentos que indicam a violência do caso e o risco iminente a outros familiares. Uma testemunha afirmou que a investigada confessou o crime, alegando que "Jesus mandou jogar a própria mãe dentro do fogo".
Além disso, a decisão destaca que a ré manifestou o desejo de matar a tia e a avó materna (idosa), respectivamente, irmã e mãe da vítima.
O homicídio teria ocorrido supostamente porque a vítima se recusou a dar dinheiro à ré, e esta buscava apropriar-se do benefício assistencial/previdenciário que a vítima recebia do INSS.
O Juízo ressaltou ainda o perigo de fuga, visto que a acusada não possui residência fixa, uma vez que a casa foi destruída pelo fogo, e seus parentes não a querem por perto, havendo risco de ela tentar furtar-se à responsabilização criminal ou sofrer represálias dos próprios familiares.
A decisão foi assinada pelo Juiz de Direito, Dr. Alberto de Almeida, da 5ª Vara Criminal de Arapiraca.
O delegado Edberg Sobral de Oliveira informa que a acusada está presa desde o início das investigações, por força de uma prisão temporária solicitada pela autoridade policial, agora com a decretação da preventiva, também solicitada pelo delegado no final das investigações, a acusada permanecerá presa no Presídio Feminino Santa Luzia em Maceió, à disposição da justiça, inclusive, em caso de condenação, a acusada pode pegar uma pena superior a 30 anos de reclusão, dada as circunstâncias agravantes, causas de aumento e qualificadoras do homicídio cometido contra a própria mãe.
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