‘É um alívio, a justiça foi feita’, diz filho de Cícera Laura após prisão de suspeito
Suspeito é natural de Maral, no RS, e já responde a outros processos, entre eles por porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica
A prisão do suspeito de matar Cícera Laura da Silva trouxe um sentimento de alívio à família, segundo o filho da vítima, Wesley Santos. Ele afirmou que o homem confessou o crime e detalhou a forma como agiu. “Não vai trazer minha mãe de volta, mas é um alívio. A justiça foi feita”, declarou. As investigações são conduzidas pela Polícia Civil de Alagoas, que apura as circunstâncias do homicídio e outros possíveis crimes associados ao caso.
Em coletiva, o delegado responsável pelas investigações, Edberg Oliveira, informou que o suspeito é natural de Maral, no Rio Grande do Sul, e já responde a outros processos, entre eles por porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica. Durante o cumprimento do mandado, a polícia encontrou na residência do investigado as roupas que teriam sido usadas no dia do crime, além de três a quatro simulacros de arma, que, segundo a polícia, teriam sido utilizados para ameaçar vítimas.
Ainda conforme o delegado, foram apreendidos dois dispositivos de armazenamento, que passarão por perícia para verificar a existência de conteúdo sexual. A polícia também identificou que o suspeito mantinha relacionamento em Arapiraca e que havia retornado recentemente à cidade, após residir no Sul do país. Para a investigação, há indícios de que ele regressou ao município alagoano após se envolver em outras situações criminais.
O suspeito foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A polícia também trabalha com a hipótese de estupro, já que a vítima foi encontrada sem roupas, com as vestimentas ao lado do corpo. A confirmação dependerá do laudo do Instituto Médico Legal. O homem alegou ter emprestado R$ 5 mil à vítima, versão que, segundo o delegado, não se sustenta diante dos indícios reunidos.
O investigado passará por audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça. O inquérito segue em andamento para aprofundar as apurações e reunir mais elementos que reforcem a responsabilização penal pelos crimes apontados.
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