Caminhada em Arapiraca homenageia Cícera Laura e pede fim da violência contra mulheres
Ato acontece na quarta-feira (14) no Bosque das Arapiraca às 16h
A cidade de Arapiraca realiza, nesta quarta-feira (14), uma caminhada em memória de Cícera Laura da Silva, mulher que foi assassinada por um homem após sair para se exercitar. O crime ocorreu no dia 4 de janeiro.
O ato em defesa do fim da violência contra as mulheres acontece a partir das 16h, no Bosque das Arapiracas, com concentração em frente à fonte, e é aberta ao público.
A caminhada é organizada pela Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres e tem como objetivo conscientizar a população, prestar solidariedade à família da vítima e reforçar a importância do enfrentamento à violência de gênero.
Relembre o caso
Cícera Laura estava desaparecida há vários dias quando o corpo foi encontrado dentro do próprio Bosque das Arapiracas, a cerca de 30 metros de um dos trechos mais movimentados do parque, utilizado diariamente por pessoas que praticam caminhadas e atividades físicas.
A vítima foi localizada já sem vida, em circunstâncias que causaram forte comoção e revolta em toda a cidade. As investigações apontaram que Laura foi assassinada, e o caso passou a ser tratado como feminicídio.
O suspeito do crime foi preso pela Polícia Civil e, segundo informações repassadas à época, ele frequentava a mesma área onde o corpo foi encontrado e chegou a circular pelo local após o assassinato, como se nada tivesse acontecido, fato que chocou ainda mais a população.
Desde então, o crime se tornou um dos episódios mais marcantes da história recente de Arapiraca, reacendendo o debate sobre segurança pública, proteção às mulheres e a necessidade de políticas mais rígidas de prevenção.
Mobilização e conscientização
A caminhada desta quarta-feira busca manter viva a memória de Cícera Laura e transformar a dor em um ato coletivo de conscientização. Durante a mobilização, participantes devem levar cartazes, vestir roupas brancas ou lilás e reforçar mensagens de combate ao feminicídio.
“A participação é aberta a toda a sociedade e reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher não é apenas uma pauta institucional, mas uma responsabilidade de todos”, destacou a organização do ato.
Dados de órgãos de segurança mostram que a violência contra a mulher segue sendo uma realidade alarmante em Alagoas e no Brasil, tornando ações como essa fundamentais para dar visibilidade ao problema e estimular denúncias, acolhimento às vítimas e políticas públicas eficazes.
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