Mulher que levou 20 pontos na cabeça após ser atacada por ex relata histórico violento do agressor
Vítima relata ameaças, medo constante e demora na prisão do suspeito após ataque dentro de casa
A mulher que denunciou uma tentativa de feminicídio em Junqueiro, no interior de Alagoas, voltou a falar publicamente sobre o caso e afirmou que o ex-companheiro já possui registros policiais por agressões contra outras mulheres. O ataque ocorreu dentro da residência da vítima, que sofreu ferimentos na cabeça e precisou de atendimento médico com a realização de suturas. Ela levou 20 pontos na cabeça.
Em entrevista concedida à Rádio Gazeta de Arapiraca, no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, onde realizava exame de corpo de delito, a vítima informou que o suspeito ainda não foi preso. Segundo ela, além das agressões, o homem teria feito ameaças de morte, o que a levou a deixar a própria casa e viver sob constante medo.
De acordo com o relato, o ex-companheiro havia saído para consumir bebida alcoólica e, ao retornar embriagado, iniciou uma discussão. Durante o conflito, ele teria quebrado o telefone da vítima, impedindo o contato imediato com familiares. A mulher contou que chegou a acionar a polícia, mas a viatura demorou a chegar ao local, permitindo que o agressor fugisse e se escondesse em um terreno próximo.
Ainda conforme a denúncia, durante a madrugada, o homem teria retornado à residência, invadido o imóvel e atacado a vítima, além de fazer novas ameaças. A mulher afirmou que conseguiu escapar após tentar acalmá-lo e, em seguida, buscou ajuda.
A vítima também relatou que o agressor responde a outros processos por violência doméstica, incluindo ocorrências enquadradas na Lei Maria da Penha no município de Piaçabuçu. Ela informou que obteve medida protetiva, mas precisou se deslocar até São Miguel dos Campos para garantir o documento, mesmo assim teme que o suspeito esteja escondido na região.
Além dos danos físicos e emocionais, a mulher afirmou enfrentar prejuízos materiais e dificuldades financeiras, já que objetos da casa foram destruídos e o medo de novas ameaças tem dificultado a busca por trabalho. O caso segue sob apuração das autoridades policiais.
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