Polícia aponta falha humana como possível causa de acidente com ônibus de romeiros em Alagoas
Condutor do veículo envolvido no acidente não teria reduzido a velocidade nem acionado os freios ao chegar na "curva da morte", relataram passageiros de ônibus que seguia logo atrás
As investigações sobre o grave acidente com um ônibus de romeiros ocorrido no Sertão de Alagoas avançaram nesta quarta-feira (4), de acordo com o que foi dito em coletiva de imprensa concedida pelo delegado Diego Nunes. Segundo ele, a principal linha investigativa indica que a tragédia pode ter sido provocada por falha humana, possivelmente relacionada a cansaço extremo ou a um mal súbito sofrido pelo motorista no momento do acidente.
De acordo com o delegado, o ônibus fazia parte de um comboio com cerca de dez veículos que retornavam de Juazeiro do Norte, no Ceará, com destino ao município de Coité do Nóia. Relatos colhidos de passageiros que seguiam em um ônibus logo atrás apontam que, ao chegar a uma curva acentuada, conhecida na região como “curva da morte”, em São José da Tapera, o condutor do veículo envolvido no acidente não teria reduzido a velocidade nem acionado os freios, seguindo em linha reta até cair na ribanceira.
Diego Nunes afirmou que, apesar de o ônibus ser irregular e operar de forma clandestina, os levantamentos iniciais indicam que o veículo apresentava condições mínimas de uso, o que reforça a hipótese de erro do condutor como fator determinante. “Inicialmente, a causa do acidente é humana”, destacou.
O delegado também informou que já está confirmado que a empresa responsável pelo transporte não possuía autorização para realizar o serviço. Diante disso, a polícia vai apurar quem contratou os ônibus para a viagem, com o objetivo de responsabilizar todos os envolvidos que possam ter contribuído para o ocorrido. Segundo ele, tanto representantes da empresa quanto pessoas ligadas à contratação do transporte, inclusive no âmbito da gestão municipal, deverão prestar depoimento.
O motorista do ônibus permanece internado em estado grave e ainda não pôde ser ouvido. A polícia aguarda a recuperação do condutor para que ele apresente sua versão dos fatos. Além dele, sobreviventes do ônibus acidentado, passageiros de outros veículos do comboio e testemunhas que estavam no local também serão chamados para depor.
Por fim, o delegado explicou que a equipe responsável pelo caso tem prazo legal de até 30 dias para concluir o inquérito. Segundo ele, todas as circunstâncias do acidente serão detalhadamente apuradas e os possíveis responsáveis serão colocados à disposição da Justiça para as medidas cabíveis.
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