A recente discussão de Toffoli com o novo relator do Caso Master
Substituído na relatoria do caso do Banco Master, Toffoli discutiu com seu sucessor, André Mendonça, em novembro, ao abordar outro processo
O ministro Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master após suspeitas da Polícia Federal, já chamou André Mendonça, novo relator ação, de “covarde”. A rusga ocorreu durante um debate sobre outro processo analisado pela Corte, em um não tão distante novembro de 2025, e evidencia a diferença de pensar e atuar entre os dois magistrados.
Mendonça assumiu a relatoria do Caso Master na quinta-feira (12), depois que a Polícia Federal descobriu diálogos entre Toffoli e Daniel Vorcaro no celular do banqueiro. Toffoli também tem ligações com uma empresa que teria recebido R$ 20 milhões de um grupo investigado.
O bate-boca entre os dois ministros girou em torno de um voto relatado por Toffoli e aprovado pela Segunda Turma do STF. Toffoli acusou Mendonça de “deturpar” seu voto a partir de uma interpretação diferente.
O caso do pagamento de indenização a um juiz por ofensas feitas por um procurador do Ministério Público Federal (MPF). Após a leitura de um trecho do voto, Mendonça disse a Toffoli que o então relator estava “um pouco exaltado” com a análise do caso do Banco Master, “sem necessidade”.
Veja como foi a discussão:
Mendonça: “Eu respeito a posição de vossa excelência”
Toffoli: “Eu respeito, mas vossa excelência está deturpando meu voto, com a devida vênia”
Mendonça: “Não, não estou. Não estou”
Toffoli: “Vossa excelência está deturpando o voto, porque o voto é meu mesmo”
Mendonça: “O voto foi da turma, né?”
Toffoli: “Eu fui o relator”
Mendonça: “Foi, foi o relator. E eu estou lendo”
Toffoli: “Vossa excelência está colocando palavras no meu voto que não existiram. Com a devida venia, isso não é correto”
Mendonça: “Com efeito, é certo que, para se dissentir da conclusão do STJ – eu estou lendo [o voto] -, no sentido do cumprimento dos requisitos previstos no CPC, bem como no interesse de intervenção do Ministério Público no processo, seria necessário o reexame do conjunto fático probatório dos autos, assim como da legislação infraconstitucional. É isso que eu estou lendo no voto. A questão retorna ao Supremo, digo eu agora, por meio dessa reclamação ajuizada pelo MP, onde se alega que o TRF 2 afrontou o acórdão do Supremo. Agora, eu estou analisando e fazendo a minha interpretação da questão. Agora, eu estou fazendo a interpretação da questão. Como bem disse o doutor Luiz Augusto…”
Toffoli: “Vossa excelência interpreta o meu voto e eu interpreto o seu”
Mendonça: “Pode interpretar”
Toffoli: “E já disse o que eu acho”
Mendonça: “Vossa excelência está um pouco exaltado por causa desse caso. Sem necessidade. Sem necessidade. Com todo o respeito”
Toffoli: “Eu fico exaltado com covardia”
Mendonça: “Desculpa, ministro Dias Toffoli. Eu encerro aqui, senhor presidente. Eu acompanho a divergência do ministro Edson Fachin”.
Últimas notícias
Piloto que espancou jovem em Brasília vira réu por homicídio doloso
IMA recolhe quase meia tonelada de lixo em Passo de Camaragibe
Bloco da Humanização leva a alegria do Carnaval aos pacientes do Hospital de Emergência do Agreste
André Mendonça chama delegados do caso Master para reunião nesta sexta-feira
Ministros do STF desconfiam que Toffoli gravou sessão secreta
Prefeitura de Maceió promove mutirão de limpeza no Vale do Reginaldo
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
Prefeito Luciano garante pavimentação de mais dois bairros de Arapiraca
Vigia que ‘terceirizou’ próprio posto terá de ressarcir aos cofres públicos R$ 104 mil
