Ministros do STF desconfiam que Toffoli gravou sessão secreta
Reproduções exatas de falas feitas na reunião fizeram ministros desconfiar que foram gravados sem autorização
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) desconfiam que foram gravados pelo colega Dias Toffoli, durante reunião secreta realizada na Corte, na noite dessa quinta-feira (12). A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles.
A reunião entre os 10 ministros da Corte, realizada na sede do Supremo, tratou sobre a condução de Toffoli no caso do Banco Master. Ao fim do encontro, os magistrados divulgaram uma nota informando que Toffoli decidiu deixar a relatoria do caso.
Os ministros passaram a desconfiar que foram gravados por Toffoli após a divulgação de reportagens na imprensa com relatos precisos de falas feitas durante a reunião.
O Metrópoles procurou a assessoria de imprensa do ministro Dias Toffoli e do STF, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para futuras manifestações.
Saída de Toffoli da relatoria
• Dias Toffoli anunciou a saída da relatoria do caso Master no STF, na noite dessa quinta-feira (12).
• A decisão foi tomada após reunião com os 10 ministros para discutir relatório da Polícia Federal (PF).
• Documento da PF cita mensagens encontradas em aparelhos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com menções a Toffoli.
• O material é sigiloso e menciona negociações sobre um resort no Paraná ligado ao caso, o Tayayá.
• Toffoli admitiu ser sócio do resort, mas negou relação com Vorcaro e familiares.
• A decisão foi comunicada em nota assinada pelos 10 ministros, na qual disseram que, “considerados os altos interesses institucionais”, ficou acolhida a comunicação de Toffoli para deixar o caso.
• A presidência do STF adotou providências processuais para extinguir a arguição de suspeição aberta após envio de relatório da PF.
Toffoli resistiu a deixar relatoria do caso
A reunião que levou à decisão do ministro Dias Toffoli de deixar a relatoria do caso Master foi tensa. Durante quase 3 horas, os 10 ministros da Corte debateram qual seria a melhor saída para o magistrado, após a Polícia Federal apresentar relatório com conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, no qual foram encontradas menções a Toffoli.
O encontro na sala da presidência começou por volta das 16h40. Fachin apresentou o documento da PF e falou sobre a Arguição de Suspeição nº 244, aberta para investigar o caso.
De acordo com a coluna de Manoela Alcântara, no Metrópoles, a reunião teve início tenso. Toffoli não queria deixar a relatoria do caso. A defesa do ministro foi de sua imparcialidade na atuação e de que não tinha relação de amizade com Vorcaro. Os colegas insistiram acerca do desgaste. Toffoli demorou para aceitar, mas, por fim, ficou decidido que a saída tinha de ser a pedido, com a retirada da arguição de suspeição contra ele.
Últimas notícias
Dino suspende decisão da CPMI do INSS que quebrou sigilos de Lulinha
Lira marca data para o lançamento de pré-candidatura ao Senado
Filha conquista vaga na faculdade e mãe faz agradecimento público a Rafael Brito
Prefeitura de Major Izidoro inicia transporte para estudantes universitários
Medicos Sem Fronteiras amplia presença no Oriente Médio após escalada
Carro é atingido por trem ao tentar atravessar linha férrea em Rio Largo
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
