Lulinha movimentou R$ 19,5 mi em 4 anos e recebeu R$ 721 mil do pai, diz relatório
Os valores se referem a débitos e créditos em uma conta do Banco do Brasil entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro deste ano
O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, movimentou R$ 19,5 milhões em quatro anos e recebeu R$ 721,3 mil em transferências feitas por seu pai no mesmo período. Os dados foram obtidos após a quebra de sigilo bancário e fiscal, aprovada pela CPMI do INSS, e revelados pelo portal Metrópoles e confirmados pelo jornal O Globo.
Os valores se referem a débitos e créditos em uma conta do Banco do Brasil entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro deste ano. Ao todo, foram R$ 9,774 milhões que entraram na conta e R$ 9,758 milhões que saíram.
A defesa de Fábio Luís nega qualquer irregularidade nas contas do filho do presidente e recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender a quebra dos sigilos.
A maior parte das movimentações financeiras de Lulinha está relacionada a rendimentos de investimentos e a operações entre duas empresas em seu nome: a G4 Entretenimento e Tecnologia e a LLF Tech Participações.
Na G4, o empresário movimentou R$ 772 mil, enquanto na LLF os registros somam R$ 2,3 milhões. Ambas as companhias têm como objeto social a prestação e manutenção de serviços de tecnologia, marketing, consultoria em gestão empresarial e agenciamento de serviços e negócios em geral.
Transferências
Os registros apontam três transferências feitas pelo presidente Lula para a conta de Fábio Luís, totalizando R$ 721,3 mil. A maior delas ocorreu em 22 de julho de 2022, quando o petista transferiu R$ 384 mil. As outras duas foram realizadas em 27 de dezembro de 2023.
Lulinha também transferiu dinheiro para dois ex-sócios da extinta Gamecorp. Kallil Bittar recebeu R$ 750 mil, enquanto Jonas Suassuna foi destinatário de R$ 704 mil.
Investigado
A Polícia Federal, que investiga desvios em aposentadorias e pensões do INSS, apontou proximidade entre Lulinha e Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, tido como principal operador do esquema ilegal.
As suspeitas decorrem de mensagens trocadas entre investigados, de um envelope encontrado em nome de Fábio Luís e de um depoimento testemunhal.
O elo entre Lulinha e Antunes seria a empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente e também alvo de pedido de quebra de sigilo. Roberta mantém negócios com Antunes e com pessoas ligadas a ele.
Embora Lulinha não seja citado nominalmente em todos os documentos, uma mensagem entre Antunes e um lobista menciona um repasse de R$ 300 mil para uma empresa de Roberta que teria como destino “o filho do rapaz”, possível codinome para Fábio Luís.
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