Contrato de R$ 4 milhões para manutenção na frota de carros em Inhapi chama atenção
Saiu no Diário oficial
A Prefeitura de Inhapi, no Sertão de Alagoas, firmou um contrato no valor de R$ 4.019.090,00 para a prestação de serviços de manutenção de veículos e máquinas da frota municipal. O acordo foi realizado por meio da Ata de Registro de Preços nº 01/2025, resultado do Pregão Eletrônico nº 003/2025.
Um relatório técnico que circula entre órgãos de controle e lideranças políticas em Alagoas aponta indícios de possíveis irregularidades em um contrato superior a R$ 4 milhões firmado pela Prefeitura de Inhapi, no Sertão do estado.
O documento analisa a Ata de Registro de Preços nº 01/2025, relacionada ao Pregão Eletrônico nº 003/2025, que resultou na contratação da empresa Alagoas ALX Multi Serviços Ltda, no valor total de R$ 4.019.090,00, para prestação de serviços de manutenção de veículos e máquinas da frota municipal.
A empresa tem como representante legal Luiz Henrique Damasceno Suruagy, e o contrato foi firmado durante a gestão do prefeito Luiz Celso Malta Brandão Filho
Suspeita de direcionamento na licitação
Segundo o relatório, a empresa teria sido a única vencedora do certame, o que levanta questionamentos sobre a competitividade do processo licitatório.
Outro ponto apontado no documento é a diferença mínima entre o valor estimado e o valor contratado. O orçamento inicial da licitação era de R$ 4.035.898,33, enquanto o contrato final foi fechado em R$ 4.019.090,00, o que representa um desconto de apenas 0,4%.
Para os autores do relatório, a diferença considerada irrisória pode indicar baixa concorrência ou possível direcionamento do processo licitatório.
Empresa teria sinais de fachada
O documento também levanta dúvidas sobre a estrutura da empresa contratada.
De acordo com o relatório, a sede declarada da empresa está localizada na Travessa José de Oliveira Fontes, nº 34, no Centro de São José da Tapera, e apresentaria indícios de não funcionamento regular.
Relatos de moradores da região apontam que não há movimentação de veículos, funcionários ou atividades comerciais visíveis no local, o que levanta suspeitas sobre a capacidade operacional da empresa.
Além disso, o levantamento afirma que não foram identificados indícios de estrutura técnica ou quadro funcional compatível com serviços de manutenção de frota pública, objeto do contrato firmado com a prefeitura.
Possível vínculo pessoal com gestor
O relatório também menciona suposta relação pessoal entre o representante da empresa e o prefeito de Inhapi, apontando que ambos manteriam proximidade pessoal.
Segundo o documento, essa relação poderia indicar possível favorecimento na contratação, especialmente diante da ausência de concorrência significativa no processo licitatório.
Falta de transparência no processo
Outro ponto considerado grave no relatório é a ausência de documentos da licitação no portal da transparência da prefeitura.
De acordo com o levantamento, o edital do Pregão Eletrônico nº 003/2025 não está disponível no sistema público, e o link que deveria direcionar ao documento apresenta erro de página inexistente (erro 404).
A situação, segundo o relatório, dificulta o acesso da população às informações sobre o processo licitatório e compromete o princípio da publicidade dos atos administrativos.
Pagamentos levantam suspeitas
O documento também aponta movimentação considerada atípica de empenhos e pagamentos em favor da empresa.
Segundo o levantamento, foram identificados empenhos que somam mais de R$ 500 mil apenas entre abril e maio de 2025, com registros de pagamentos que teriam continuidade média de aproximadamente R$ 500 mil mensais.
O relatório afirma que não há comprovação pública da efetiva execução dos serviços correspondentes aos valores pagos, o que levanta suspeitas de possível simulação de serviços e eventual desvio de recursos públicos.
Indícios envolvendo recursos da educação
Outro ponto considerado grave no documento é a possível utilização irregular de recursos federais destinados à educação.
O relatório aponta indícios de pagamentos relacionados a veículos com placas inexistentes ou incompatíveis com ônibus escolares, o que poderia indicar uso indevido de verbas vinculadas ao Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE).
Caso pode ser investigado
Diante dos indícios apresentados, o relatório sugere que os fatos sejam apurados por órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, para verificar a regularidade do processo licitatório e dos pagamentos realizados.
Até o momento, a Prefeitura de Inhapi e a empresa citada no relatório não se pronunciaram oficialmente sobre os apontamentos.
Últimas notícias
Prefeitura de Penedo divulga lista dos 100 selecionados para o Aprova Penedo
Show da banda Cavalo de Pau encerra festejos do mês das Mães
Pet Amigo atenderá bairro Paraíso neste mês de junho
Sucesso em Maceió, “Velocidade” acelera expansão e chega a Arapiraca com novo espaço para o universo automobilístico
ALE aprova lei de autoria do deputado André Silva que amplia Programa Ronda do Bairro em Arapiraca
Prefeitura de Arapiraca terá programação especial neste domingo (31) no Bosque das Arapiracas
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Banco do Brasil lança plataforma digital para venda de imóveis
