Responsável pelo caixa de facção que movimentou R$ 90 milhões é preso em Penedo
Investigação aponta que suspeito integrava núcleo financeiro e operava valores milionários do tráfico
Um dos principais operadores financeiros de uma organização criminosa investigada por movimentar cerca de R$ 90 milhões com o tráfico de drogas foi preso nesta semana no município de Penedo, em Alagoas. A captura integra os desdobramentos da Operação Teia, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco, que vem avançando na identificação e responsabilização de integrantes da estrutura do grupo.
O suspeito, de 34 anos, é apontado como peça estratégica dentro do esquema criminoso, atuando diretamente no controle e na circulação dos recursos obtidos com atividades ilícitas. Segundo as investigações, ele fazia parte do núcleo financeiro da organização, operando valores de grande porte e auxiliando na gestão das movimentações, ao lado de outras pessoas envolvidas.
A prisão em Penedo ocorreu no contexto de uma ofensiva mais ampla que também resultou na detenção de outro suspeito em Coruripe, ambos em território alagoano. Ao todo, a operação cumpriu 11 dos 16 mandados de prisão expedidos pela Justiça, além de 18 mandados de busca e apreensão. As ações foram realizadas em cinco estados: Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Paraná.
De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, o homem preso em Penedo já possui antecedentes criminais. Em uma ocorrência anterior, ele foi flagrado com armamento de alto poder ofensivo, o que reforça sua classificação como indivíduo de alta periculosidade dentro da organização.
As investigações também alcançaram a liderança do grupo criminoso. O principal alvo foi localizado e preso em um condomínio de alto padrão na orla de João Pessoa, na Paraíba. No local, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, aparelhos celulares, anotações e veículos de luxo, elementos que devem contribuir para o aprofundamento das apurações.
Conforme detalhou o delegado responsável pelo caso, Coutinho Eymard, a Operação Teia teve início em 2022, após a apreensão de mais de duas toneladas de maconha na cidade de Toritama, em Pernambuco. A partir desse episódio, a polícia passou a mapear a estrutura do grupo, identificando funções específicas entre os integrantes, especialmente no que diz respeito ao fluxo financeiro da organização criminosa.
Com as prisões e o material apreendido, a expectativa das autoridades é avançar na desarticulação completa do esquema, incluindo a identificação de novos envolvidos e o rastreamento de ativos ligados ao grupo.
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