Irã acusa EUA de planejar ataque terrestre
Em paralelo, governo Trump busca negociações e potências regionais se reuniram no Paquistão para tentar pôr fim ao conflito
O Irã afirmou estar pronto para responder a um ataque terrestre dos Estados Unidos, acusando Washington neste domingo (29) de preparar um ataque por terra enquanto o governo Trump buscava negociações e potências regionais se reuniam no Paquistão para tentar pôr fim ao conflito.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de enviarem mensagens sobre possíveis negociações enquanto planejavam secretamente o envio de suas tropas terrestres, acrescentando que o Irã estava pronto para responder caso tropas norte-americanas fossem mobilizadas.
"Enquanto os norte-americanos exigirem a rendição do Irã, nossa resposta é que jamais aceitaremos a humilhação", disse em mensagem à nação.
A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, espalhou-se pelo Oriente Médio, com os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, lançando no sábado (28) seus primeiros ataques contra Israel desde o início do conflito.
Os ataques apontam para uma nova ameaça potencial ao transporte marítimo global, já afetado pelo fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, anteriormente uma via navegável para cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
Os ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito se reuniram em Islamabad para discutir maneiras de interromper a guerra com o Irã.
Os ministros trocaram opiniões sobre as graves repercussões econômicas da escalada militar na região, seu impacto na navegação internacional, nas cadeias de suprimentos e na segurança alimentar, bem como suas implicações para a segurança energética em vista do aumento dos preços do petróleo, disse o Ministério das Relações Exteriores do Egito.
Com o conflito entrando em seu segundo mês, os militares israelenses disseram ter realizado ataques noturnos contra Teerã, visando o que descreveram como uma instalação de produção de componentes críticos para mísseis balísticos e um local de produção e armazenamento de armas.
O Irã lançou múltiplos ataques com mísseis contra Israel neste domingo, obrigando milhões de pessoas em todo o país a buscar abrigo em locais seguros. O serviço de bombeiros e resgate de Israel informou que um incêndio começou em uma área industrial no sul do país após um impacto.
Na área industrial, encontram-se instalações de fabricação de produtos químicos e outras plantas industriais, bem como uma unidade de tratamento de resíduos perigosos. Não ficou imediatamente claro se um míssil atingiu a área ou se o incêndio foi causado por destroços de uma interceptação.
Fuzileiros navais começam a chegar
Washington enviou milhares de fuzileiros navais para o Oriente Médio, com o primeiro de dois contingentes chegando na sexta-feira (27) a bordo de um navio de assalto anfíbio, informou o Exército dos EUA.
O Washington Post citou autoridades norte-americanas dizendo que o Pentágono estava se preparando para semanas de operações terrestres no Irã, acrescentando que ainda não estava claro se o presidente Donald Trump aprovaria tais planos.
A Reuters informou que o Pentágono considerou opções militares que poderiam incluir forças terrestres.
O Paquistão, que juntamente com a Turquia e o Egito tem retransmitido mensagens entre Washington e Teerã, estava sediando conversas entre quatro nações e buscando propostas que pudessem aproximar os dois lados, disse uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores paquistanês.
Os países reunidos no Paquistão apresentaram propostas a Washington relacionadas ao tráfego marítimo e à reabertura do Estreito de Ormuz, disseram à Reuters cinco fontes familiarizadas com o assunto, como parte de esforços mais amplos para estabilizar os fluxos de navegação.
Washington afirmou na semana passada ter oferecido um plano de cessar-fogo de 15 pontos, com uma proposta para reabrir o estreito e restringir o programa nuclear iraniano, mas Teerã rejeitou a lista e apresentou suas próprias propostas.
Israel atinge alvos no Irã
Uma autoridade israelense afirmou que o país continuará realizando ataques contra o Irã, visando alvos descritos como militares, e acrescentou que não há intenção de reduzir a ofensiva antes de possíveis negociações entre Washington e Teerã
Israel afirmou neste domingo que havia atacado a infraestrutura de fabricação de armas de Teerã, incluindo dezenas de locais de armazenamento e produção no dia anterior.
Um prédio que abriga a emissora Al-Araby, do Catar, em Teerã, foi atingido neste domingo, informou a agência de notícias semioficial Mehr. Vídeos mostraram paredes e janelas do edifício de vários andares sendo destruídas.
"O míssil atingiu o local. O teto e tudo mais desabou sobre nossas cabeças. Infelizmente, não pudemos continuar trabalhando. Foi um verdadeiro milagre termos sobrevivido", disse o cinegrafista Mohammadreza Shademan, da Al-Araby. "Não havia nenhum alvo militar aqui."
O Irã prosseguiu com os ataques contra vários países do Golfo Pérsico, e as defesas aéreas abateram um drone perto da residência do líder do partido governista curdo iraquiano em Erbil, na madrugada deste domingo, disseram fontes de segurança.
Um outro ataque com drone teve como alvo a casa do presidente da região do Curdistão iraquiano um dia antes, acrescentaram as fontes.
Há preocupação com as rotas marítimas ao redor da Península Arábica e do Mar Vermelho, após os houthis do Iêmen entrarem no conflito, atacando Israel.
Durante a guerra em Gaza, os houthis também atacaram navios no Estreito de Bab el-Mandeb, um ponto de estrangulamento marítimo crucial que dá acesso ao Canal de Suez. Analistas afirmam que a retomada dos ataques nessa região aumentaria ainda mais a pressão sobre a economia mundial.
Trump ameaçou atingir usinas de energia iranianas e outras infraestruturas energéticas caso o Irã não abra o Estreito de Ormuz, embora tenha prorrogado o prazo por 10 dias.
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