HEA realiza oitava captação de órgãos e contribui para transplantes em São Paulo
Doador foi um homem de 41 anos, vítima de violência por arma branca; foram doados dois rins
O Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, realizou, na tarde desta segunda-feira (27), a oitava captação múltipla de órgãos e tecidos de sua história. Um homem de 41 anos foi o doador dos dois rins, que vão beneficiar pacientes em São Paulo, que aguardavam na lista de transplante.
O paciente deu entrada na instituição hospitalar vítima de arma branca e, devido a complicações, o quadro clínico evoluiu para uma isquemia, seguida de morte encefálica. O diagnóstico foi confirmado após o cumprimento de todos os protocolos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
A autorização para a doação dos órgãos ocorreu após entrevista com familiares do paciente, realizada por integrantes da equipe multiprofissional da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do HEA. A ação foi acompanhada, também, pela Organização de Procura de Órgãos (OPO), vinculada à Central de Transplantes de Alagoas.
A decisão da família permitiu a continuidade do processo de captação, conduzido com respeito ao doador e aos familiares. O trabalho foi realizado de forma integrada entre o Hospital de Emergência do Agreste e a Central de Transplantes de Alagoas, por meio da Organização de Procura de Órgãos (OPO), garantindo a condução de todas as etapas, desde a confirmação do diagnóstico até a captação dos órgãos.
O HEA mantém um trabalho contínuo de conscientização das equipes e de orientação em diferentes frentes, tanto nas comunidades acadêmicas, quanto no próprio hospital, com palestras e atividades envolvendo profissionais, pacientes e acompanhantes. O enfermeiro Andervan Leão, coordenador da CIHDOTT, destacou este investimento em ações de conscientização e o papel das instituições no processo.
“Temos um trabalho permanente de orientação sobre a doação de órgãos que envolve universidades públicas e privadas. Esse diálogo é essencial para que mais famílias compreendam a importância do ‘sim’. A autorização é o que permite que todo o processo aconteça. A equipe da CIHDOTT atua com sensibilidade em cada etapa, desde o acolhimento das famílias até a condução do processo. É um trabalho que exige preparo e responsabilidade. A atuação da Central de Transplantes, com profissionais que conduzem cada fase com organização e eficiência, garante que todo o fluxo aconteça dentro do que é estabelecido”, salientou.
A diretora-geral do HEA, Bárbara Albuquerque, ressaltou o papel da instituição hospitalar e a decisão da família. “O Hospital tem o compromisso de salvar vidas, e a doação de órgãos faz parte desse cuidado. Parabenizamos a família que, mesmo em um momento de dor, tomou a decisão de transformar esse sentimento em amor ao próximo, permitindo que outras pessoas tenham uma nova oportunidade”, afirmou.
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