Polícia

Suspeita de torturar e matar animais para vender vídeos na internet é presa em SP

Segundo a Polícia Civil, Daiana Schuinsekel de Almeida gravava as agressões e comercializava o conteúdo em plataformas semelhantes ao Discord para usuários de países da Europa

Por g1 28/05/2026 17h05
Suspeita de torturar e matar animais para vender vídeos na internet é presa em SP
Daiana Schuinsekel de Almeida foi presa na casa dela nesta quinta-feira (8), acusada de maus tratos a animais e zoosadismo - Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (28) uma empresária suspeita de torturar e matar animais esmagando-os com os pés e as mãos para vender vídeos na internet.

De acordo com as investigações, Daiana Schuinsekel de Almeida gravava as agressões e vendia os vídeos em plataformas semelhantes ao Discord para pessoas de países da Europa.

Ela foi reconhecida por conta de uma tatuagem e marcas nas pernas, e vai responder pelos crimes de maus-tratos, zoosadismo e comercialização de vídeos de violência.

Segundo a polícia, Daiana tinha uma produtora de vídeos de sadismo e disse que vendia esses vídeos na Europa por 20 a 50 euros, dependendo do conteúdo.

A advogada Camila Almeida Guilherme, que assumiu a defesa de Daiana Schuinsekel de Almeida, informou que "neste primeiro momento a defesa irá se inteirar dos fatos e posteriormente emitiremos uma nota à imprensa".

A investigação começou após uma ONG da Bulgária denunciar os crimes à Polícia Federal brasileira. A entidade teve acesso aos vídeos e encaminhou o material às autoridades.

O caso foi repassado à Polícia Civil de São Paulo, que iniciou a investigação conduzida por agentes da Delegacia de Crimes contra os Animais, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

Ainda segundo os investigadores, a mulher matava animais como coelhos, pintinhos e gatos usando os pés. A polícia apura há quanto tempo os crimes eram praticados e quantos vídeos teriam sido comercializados.

A suspeita foi presa no Centro de São Paulo e o caso segue em investigação. Na casa dela, os policiais apreenderam os sapatos usados nos vídeos de tortura, como prova dos crimes atribuídos à empresária.