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Raízes de Arapiraca: Ricardo Nezinho lança 33ª edição do projeto

Maior projeto etnográfico do mundo ultrapassa 560 documentários

Por Assessoria 15/06/2026 10h10
Raízes de Arapiraca: Ricardo Nezinho lança 33ª edição do projeto
Ricardo Nezinho participou de cerimônia de lançamento - Foto: Reprodução | Assessoria

Há memórias que o tempo teima em apagar, mas em Arapiraca elas ganham eternidade na voz de quem ajudou a erguer o município. O cenário cultural da segunda maior cidade de Alagoas registrou mais um marco com o lançamento da 33ª edição do Raízes de Arapiraca. O projeto, idealizado pelo deputado estadual Ricardo Nezinho, atingiu a marca histórica de mais de 560 documentários lançados, consolidando-se como o maior trabalho etnográfico do mundo.

Mais do que registros visuais, o Raízes dá palco aos moradores locais para que recebam o devido reconhecimento por toda uma vida de dedicação ao crescimento da região.

Emoção e as Marcas do Passado
Colher esses depoimentos traz uma carga de sentimento muito forte. Para o deputado Ricardo Nezinho, que acumula mais de 560 horas assistindo a esses relatos de vivência arapiraquense, a palavra que define essa trajetória é superação.

"Cada edição tem uma emoção diferente, porque cada edição tem uma história totalmente diferente. História de superação, de resiliência, de foco na construção de seus familiares, de foco numa forma direta e indireta na construção dessa cidade", relatou Nezinho.

O parlamentar recordou as dificuldades de outras épocas para mostrar como o município cresceu em seus cerca de 100 anos de história. "Lá atrás, tudo era difícil. Não tinha água, não tinha energia... As casas de antigamente eram de taipa. Para buscar água, andava-se 5 km, 8 km. A feira era só uma vez por semana. Essa resiliência fez com que esse caldo do desenvolvimento se engrossasse."
Conforme explicou Nezinho, o avanço de Arapiraca se sustenta em três pontos: a localização estratégica, o cultivo do fumo como força motriz e a capacidade empreendedora do povo, que tem sua maior expressão na feira livre.

Bastidores e a Valorização dos Talentos Locais
Por trás de cada imagem exibida no cinema, há uma dedicação atenta de uma equipe formada por profissionais da própria terra. Suely Mara, integrante da produção e esposa de Ricardo Nezinho, explicou os critérios que dão o tom acolhedor ao projeto.

Segundo Suely, o processo envolve um cuidado que começa bem antes da captação das imagens:

A equipe técnica é composta por profissionais locais para valorizar o potencial da cidade.

O trabalho tem início com visitas à casa dos homenageados para reunir fotografias e entender a fundo a trajetória de cada um.

Há uma preocupação em deixar os personagens à vontade, já que muitos relatam suas histórias diante de microfones e câmeras pela primeira vez.

"O Raízes se tornou um momento muito especial, é um momento família e um momento de encontro. Quando chega aqui no cinema, é o resumo, é o cume. Vocês estão vendo só o ápice, mas tem toda essa equipe que vem lá de trás. É emocionante porque a gente vê pessoas simples que às vezes pensam que nem têm o que dizer, e quando termina, a gente vê histórias belíssimas", afirmou Suely Mara.

Construção da Identidade e Reconhecimento
A vice-prefeita Rute Nezinho acompanhou o evento e destacou a importância social de preservar esses relatos para as novas gerações, apontando que o fortalecimento da identidade é o ponto central da iniciativa.
"Um povo que conhece sua história, suas raízes, é um povo forte, que tem sua identidade fortalecida. E esse povo supera qualquer desafio quando ele sabe quem ele é e de onde ele veio", declarou Rute.
Ao avaliar como essas trajetórias influenciam sua visão pública, a vice-prefeita ressaltou o compromisso com o cuidado com as pessoas. "Isso se resume na valorização da vida, valorização do idoso. Meu irmão, o deputado Ricardo Nezinho, já tem uma caminhada nesse sentido e trabalha em favor do idoso em vários aspectos. Valorizar o idoso é implementar a cultura da honra nos quatro cantos de Alagoas."
Rute Nezinho concluiu manifestando o desejo de que o modelo sirva de exemplo para outros municípios do estado, permitindo que mais comunidades resgatem suas próprias origens.

Engenharia e Trabalho na Roça: Histórias Cruzadas
A pluralidade da 33ª edição ficou evidente no contraste e na riqueza dos relatos apresentados. O engenheiro civil Ademar Barboza dos Santos, de 73 anos, nascido e criado no Alto do Cruzeiro, trouxe a visão de quem acompanhou as mudanças urbanas da cidade. Pai de três filhos, avô de sete netos e bisavô de dois, ele elogiou a iniciativa.

"Eu sempre achei uma excelente ideia, muito boa. Ele resgatou pessoas que a gente nem lembrava mais... acho esse projeto muito inteligente, interessante e necessário para poder ir destacando a história da cidade", avaliou Ademar. Ele reforçou que a juventude deve prestar atenção no aprendizado deixado pelos mais velhos: "A experiência conta e é preciso que eles levem em conta isso."

A noite também marcou o registro da trajetória de Sebastião José dos Santos, de 82 anos, que saiu de Anadia e chegou a Arapiraca por volta dos 38 anos de idade. Ele trabalhou na roça e passou muito tempo nos salões de fumo da região. Pai de 7 filhos, avô de 14 netos e bisavô de 17, ele se orgulha profundamente da construção de sua família e do legado de esforço deixado ao longo dos anos.

Diante de tanta consideração, Sebastião fez questão de deixar palavras de apoio e agradecimento ao idealizador do projeto: "Que Deus o proteja, a mim, a ele e a nós todos. Que ele vá em frente e consiga mais e mais conquistas."

Confira os Homenageados da 33ª Edição:
1️⃣ José Fernandes de Vasconcelos – O Barbeiro Histórico
2️⃣ Cícera Pereira da Silva Oliveira – Trilhas de Sua Infância
3️⃣ Josefa Luiz de Alburquerque Silva (Professora Josefa) – Recanto Histórico
4️⃣ Maria Nazaré Nunes de Lima – Empreendedora de Sucesso
5️⃣ Maurício Barbosa de Souza – Da Terra do Barão de Araruna
6️⃣ Sebastião José dos Santos – Os Arredores de Sua Terra Natal
7️⃣ José Vicente da Silva – Antigo Caminho
8️⃣ Benício Aureliano da Silva – O Mestre Carpinteiro
9️⃣ Leonice Soares da Silva – A Dançarina de Guerreiro
🔟 Mauro Jorge Alves Bezerra – Os Primeiros Salões de Arte de Arapiraca
1️⃣1️⃣ Valdinete Vieira da Rocha (Professora Valdinete) – A Filha do Canoeiro
1️⃣2️⃣ Florisbela Joana de Brito Souza – Os Brito do Sítio Lagoa de Dentro
1️⃣3️⃣ Maria Lúcia Ferreira do Nascimento – A Infância na Fazenda Quixaba
1️⃣4️⃣ Ademar Barboza dos Santos (Doutor Ademar) – O Engenheiro Civil
1️⃣5️⃣ Severino Pedro da Silva – Riqueza Histórica
Para assistir a todos os documentários já lançados e conhecer em detalhes essas lições de vida, acesse o portal oficial: raizesdearapiraca.com.br.