MP investiga falhas na segurança após confusão generalizada em jogo do ASA
Investigação mira clube, Prefeitura de Arapiraca e Federação Alagoana de Futebol
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis falhas na segurança durante a partida entre ASA e Operário-MS, disputada no dia 25 de fevereiro, no Estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca, em Arapiraca. A abertura da investigação foi publicada na edição desta quarta-feira (15) do Diário Oficial do MP.
A apuração busca verificar se os responsáveis pela organização do confronto cumpriram as obrigações legais relacionadas à segurança dos torcedores. O procedimento foi motivado pelos episódios de tumulto, invasão de campo e violência registrados após o apito final da partida, válida pela primeira fase da Copa do Brasil.
Após a vitória do Operário-MS por 2 a 1, resultado que eliminou o ASA da competição nacional, torcedores invadiram o gramado, provocando correria, brigas e uma confusão generalizada no Estádio Fumeirão. Imagens da transmissão oficial registraram o início do tumulto e evidenciaram dificuldades para conter os envolvidos, diante do reduzido efetivo policial presente no momento dos incidentes.
São alvos da investigação o ASA, na condição de clube mandante; o Município de Arapiraca, responsável pela administração do estádio; e a Federação Alagoana de Futebol (FAF), responsável pela organização da competição no âmbito estadual.
Segundo o MPAL, os fatos podem caracterizar falha na prestação do serviço oferecido ao público, já que os torcedores são considerados consumidores pela legislação. O órgão destaca que o Código de Defesa do Consumidor prevê responsabilidade objetiva nos casos de danos decorrentes de falhas na prestação de serviços.
O Ministério Público também ressalta que o Estatuto do Torcedor e a Lei Geral do Esporte impõem aos organizadores de eventos esportivos o dever de garantir condições adequadas de segurança, organização e integridade física dos espectadores.
O inquérito teve origem em uma notícia de fato instaurada após a repercussão dos incidentes. Na fase preliminar, o MP realizou reuniões com representantes dos órgãos de segurança pública, entidades esportivas e torcidas organizadas, além de requisitar informações à Polícia Militar, ao ASA e às instituições responsáveis pela organização da partida.
De acordo com o MPAL, parte das informações solicitadas ainda não foi apresentada, o que motivou a conversão da notícia de fato em inquérito civil para aprofundar a apuração e identificar eventuais responsabilidades pelos episódios registrados no estádio.
Últimas notícias
Mercados e feiras de Maceió funcionam em horário especial no feriado da Padroeira
Em áudio, Daniel Vorcaro descreve reação de investigador da PGR ao ouvir sobre Lula
Denunciante apresenta fotos de cartazes contra Flávio Bolsonaro na Ufal, em Arapiraca
Reitor é notificado pelo TRE-AL para retirar propaganda eleitoral da Ufal
11 bairros de Maceió podem ficar sem água na próxima quarta-feira (14)
URGENTE: Ronaldo Lessa renuncia ao cargo de vice-governador de Alagoas
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
Severino Pessoa anuncia a liberação de R$ 2,8 milhões para a saúde de Batalha
