Politicando
Renan Calheiros fala em renunciar à liderança do PMDB no Senado
A estratégia do senador Renan Calheiros de se mostrar “defensor” do trabalhador, visando seu ressurgimento na eleição do ano que vem parece está dando certo. Diga-se de passagem, o ex-presidente do Senado vem decaindo no gosto popular no Estado, principalmente na Capital. Tanto que Uma pesquisa sobre a intenção de votos do eleitorado Maceió, encomendada por deputados alagoanos ao instituto Falpe Pesquisas, coloca ele na sexta colocação, entre 3.500 eleitores pesquisados em Maceió, entre 5 e 10 de abril.
O ainda líder do PMDB no Senado mostrou mais uma vez que não pretende caminhar ao lado do presidente Michel Temer e que não compactua com suas ideias. Em entrevista no Senado agora a pouco, após sair de reunião em que transformou a liderança do PMDB na Casa como um espaço para senadores que fazem oposição ao Governo, com a presença de sindicalistas que são contra a Reforma Trabalhista aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados, Renan Calheiros disse que aceita renunciar à liderança do partido, com uma condição. Desde que assuma em seu lugar o senador Roberto Requião (PMDB-PR), um notório oposicionista e crítico ferrenho as reformas propostas por Temer, mesmo sendo filiado ao PMDB.
A estratégia de Renan Calheiros parece ser bastante inteligente, pois com isso ele vai mostrando para o eleitorado que não faz parte das decisões equivocadas do presidente da República. O problema para o senador é fazer o povo alagoano entender essa ideia dele. Vamos acompanhar os próximos capítulos.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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