Politicando
Christian Teixeira quer ser desembargador, conselheiro do TC ou deputado
Cristian Teixeira, que atualmente exerce o cargo de secretário de Estado da Saúde vem apostando grande que pode assumir algo maior no cenário estadual. Ele aposta em três planos.
O primeiro é em ser desembargador do Tribunal de Justiça, caso seja confirmado o afastamento definitivo do ex- presidente do TJ, Washington Luiz. E para isso ele tem como seu defensor e protetor, ministro Humberto Martins, que recentemente teve seu nome vinculado as delações da OAS na Operação Lava Jato.
O ministro por sinal tem deixado parecer que o afastamento terminante do desembargador e pai da secretária de Cultura de Alagoas, Mellina Freitas, pode ocorrer a qualquer momento.
Humberto Martins estaria também pressionando o governador Renan Filho (PMDB) para que ele escolha Cristian Teixeira para Conselheiro do TCE na vaga de Cicero Amélio. Esse seria o segundo plano do secretário de Saúde.
O terceiro plano e menos pretencioso de Cristian é ser deputado estadual. A vida do secretário foi ser assessor do Tribunal de Justiça em diversas gestões. Ele foi assessor jurídico do prefeito Rui Palmeira no início da gestão e de onde saiu para a equipe de transição do governo Renan Filho. Com a vitória do filho de Renan Calheiros ele assumiu a secretaria de Planejamento e agora está na Saúde.
Só faltou o ministro ficar por dentro da regra do quinto constitucional, que com previsão no artigo 94 da Constituição Federal de 1988, prevê que 1/5 (um quinto) dos membros de determinados tribunais brasileiros sejam compostos por advogados e membros do Ministério Público Federal ou Estadual, a depender se Justiça Federal ou Estadual. Os integrantes do Ministério Público precisam ter, no mínimo, dez anos de carreira, e os advogados, mais de dez anos de exercício profissional, notório saber jurídico e reputação ilibada.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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