Politicando
Ministro Humberto Martins, o homem que comanda o judiciário alagoano
Vem circulando no WhatsApp de diversos políticos que a delação da OAS envolvendo o ministro Humberto Martins e seu filho, o advogado Eduardo Martins, tem deixado muitos desembargadores no Tribunal de Justiça de Alagoas preocupados.
Martins sempre que pode, deixa claro que manda e desmanda no judiciário alagoano, seja na esfera estadual, quando demonstra que tem total controle sobre os desembargadores Fernando Tourinho, Fabio Bitencourt, José Carlos Malta, Otavio Praxedes, Sebastião Costa, Alcides Gusmão, Domingos Neto, além do desembargador afastado Washington Luiz.
Seu filho Eduardo inclusive é sócio dos filhos dos desembargadores Fábio Bittencourt, Otávio Praxedes. Juntos vivem pressionando juízes e advogados, utilizando o nome do ministro.
Já na justiça eleitoral, o ministro Martins mostra que tem total controle sobre o presidente da Corte, o Des. José Carlos Malta, além dos juízes Alberto Maia e do recém-nomeado Luiz Vasconcelos. Em relação aos dois, Martins faz questão de dizer que eles só foram nomeados por sua causa. No âmbito federal, Humberto Martins diz que o desembargador Federal, Rubens Canuto, filho do ex-prefeito de Pilar, Carlos Alberto Canuto (PMDB), foi seu juiz auxiliar e foi promovido a seu pedido.
É essa a sina da Justiça de Alagoas, sucumbir nas mãos de um dos alvos da Lava Jato, ministro Humberto Martins.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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