Politicando
Deputados governistas estão cansados de desprezo de Renan Filho
Muito se fala que o governador Renan Filho (PMDB) manda e desmanda na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), mas na prática o cenário está sendo outro.
O resultado das urnas enfraqueceu politicamente muitos deputados governistas na Casa Legislativa. Vários saíram menores do que entraram no pleito. Eles andam se sentindo desprestigiados pelo governador ao receberem ofertas pouco tentadoras sob o ponto de vista político-eleitoral. Apesar de defenderem ou tentar mostrar que estão defendendo as ações do governo, os parlamentares governistas estão realmente magoados com Renan Filho.
Um dos assuntos que mais rendeu na Casa de Tavares Bastos foi a possível mudança na liderança do governo. O mantido líder, Ronaldo Medeiros (PMDB) chegou a anunciar que não continuaria. E diante disso começou as especulações em cima de nomes como Ricardo Nezinho (PMDB) e Isnaldo Bulhões (PMDB). Apesar de Medeiros ter continuado, o que parece na verdade é que o Executivo tem vários líderes, mas que nenhum acaba tendo relevância.
Ronaldo Medeiros acha difícil defender um governo que gera matéria contra si. Mas tem os cargos que o líder pega e por isso preferiu se manter. Na sessão de ontem (10) mesmo ele ao defender Renan Filho das críticas feitas pelos deputados Bruno Toledo (Pros) e Rodrigo Cunha (PSDB), acabou ele mesmo criticando a secretaria de Comunicação do Estado, por deixar de divulgar certas ações do governo. Medeiros completou deixando no ar que ao defender o governador no plenário termina fazendo o que a Secom não faz.
Outro fato bastante comentado nos corredores da Assembleia é de que a permanência de Ronaldo Medeiros na liderança do governo seria momentânea, principalmente pelo fato dele ultimamente está atacando o presidente da República, Michel Temer que é do mesmo partido que o deputado. Isso estaria irritando e incomodando o senador Renan Calheiros que voltou as boas com o comandante do país.
Já Nezinho ainda tem a mágoa da eleição de Arapiraca. Principalmente pelo fato do governador não ter ido muito lá e a diferença ter sido por 256 votos. O deputado também acabou descobrindo que durante a campanha, Teotônio Vilela Filho pressionou o governo a fazer uns pagamentos e um desses dinheiros foi para Arapiraca. 256 votos em Arapiraca é qualquer detalhe. Governo ajudou a financiar campanha do Rogério Teófilo.
Nezinho tem sido pressionado pelo PMDB a ser candidato à federal. Arapiraca é uma região que depois que Célia Rocha foi para prefeitura ficou sem representante em Brasília. Mas Nezinho quer ser estadual e está tentando viabilizar reeleição, só que governo atrapalha mais que ajuda.
O deputado Isnaldinho está magoado com Renan Filho pelo fato do governador ter o deixado de lado após ele ter perdido o comando da Assembleia para Marcelo Victor. O problema é que Isnaldo era o 1º secretário da assembleia e fazia o jogo do governador. Os parlamentares deram o troco no chefe do Executivo tirando Isnaldinho da Mesa.
Um dos principais aliados do senador Renan diz que o governo tem "um exército de homens feridos" e com homens feridos não se ganha nenhuma batalha. Inclusive o senador tem sido constantemente procurado por aliados que reclamam da forma do governador fazer política.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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