Politicando
Comissão foi palco de intensa disputa entre Renan Calheiros e Biu de Lira
Depois de sete sessões a Comissão Mista de Planos e Orçamento do Congresso Nacional (CMO) elegeu o seu comando. O senador Dário Berger (PMDB-SC) foi eleito por unanimidade presidente da comissão e acabou confirmando o deputado Cacá Leão (PP-BA) para funcionar como relator geral do Orçamento 2018.
Mas essa decisão não acaba aí... pois a ideia do senador Renan Calheiros, responsável por indicar o presidente da comissão, também queria ter o poder de indicação do relator geral, o que não aconteceu. E aí é que se inicia a “disputa” entre o líder do PMDB no Senado e o senador Benedito de Lira e seu filho, o deputado Arthur Lira, ambos do PP. Pois os dois numa manobra inteligente conseguiram colocar na relatoria um aliado, Cacá Leão.
Renan queria que o PSDB indicasse o relator, mas o regimento não permitia.
O portal Política Real traz mais detalhes sobre essa disputa entre os dois senadores. De acordo com o site as discussões na Comissão Mista de Orçamento ainda não se encerraram, pois o deputado Cacá Leão não pode acumular a relatoria geral e a relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias(LDO). O senador Berger ainda tem que resolver esse impasse. O PSDB deseja a relatoria da LDO, mas pelas regras regimentais a relatoria deveria ficar com o segundo maior partido na Câmara Federal, que seria o Partido dos Trabalhadores (PT). O deputado Bohn Gass (PT-RS) deverá ser o relator da LDO. Essa definição deverá ser anunciada hoje (17).
Desde o início dessa série de sessões para definir o comando da mais importante comissão mista da Câmara e do Senado, que será decisiva para apreciar o primeiro orçamento federal sobre o novo regime fiscal do teto de gastos – houve uma disputa dura entre lideranças nordestinas importantes.
O senador Renan Calheiros (AL), trabalhava para evitar que a relatoria da CMO ficasse com alguém indicado pelo seu adversário local, o deputado Arthur Lira (PP-AL), líder do maior bloco partidário na Câmara Federal que teria prioridade na indicação do relator, pois a presidência da CMO ficaria com o maior partido no Senado, o PMDB. Calheiros chegou a afirmar que temia que surgisse um novo escândalo do orçamento por conta dessa disputa nordestina.
O senador Benedito de Lira (PP-AL) aliado do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), aliados a interesses comuns no comando da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba(CODEVASF), trabalharam para evitar que Calheiros, com apoio do PSDB no Senado, evitasse que o PP ficasse com a relatoria do Orçamento. Por cinco sessões, Valadares tentou escolher o novo comando da CMO, mas devido as manobras de Calheiros, que não indicava os nomes, não foi possível, porém na sexta sessão, realizada na semana passada, ele indicou o deputado Cacá Leão (PP-BA) para o cargo de relator geral. Dário Berger que teve apoio do presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira, e o líder do Governo no Senado, Romero Jucá, acabou indicado pelo líder Renan Calheiros para a Comissão. Ele manteve a indicação feita por Valadares.
As disputas na Comissão Mista de Orçamento prometem ser “eletrizantes”, para o mundo politico, durante este ano de 2017.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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