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Se Renan deixar a liderança do PMDB, Temer vai ganhar o opositor mais ferrenho ao seu governo

30/05/2017 09h09
Se Renan deixar a liderança do PMDB, Temer vai ganhar o opositor mais ferrenho ao seu governo

São 14 as assinaturas para destituir o senador Renan Calheiros da liderança do PMDB no Senado. A bancada se reúne hoje à tarde para discutir o assunto.

Há duas vertentes nessa hipótese...

Segundo informações de Brasília... Renan dificilmente escapa de ser destituído da liderança do PMDB, mas o que poucos sabem é que ele quer isso, pois vai esticar a corda ao máximo.

Outro fato é que se ele sair será ferrenho opositor do governo no pior momento de fragilidade de Temer, que mesmo permanecendo presidente será sempre um líder suspeito. Renan Calheiros cresce com essa situação.

Além disso, se o governo tirar o líder por posicionamentos contrários às reformas que são rejeitadas por mais de 80% da população, Temer vai conseguir criar mais um capítulo contra o governo e Renan sairia como vitimizado, nos braços da classe trabalhista.

No Palácio avaliam como 'trágica' a saída do senador alagoano da liderança. Teve um Ministro que disse a um jornalista da Globo que Renan poderia ser destituído se fosse líder do governo. Mas como líder da bancada não é boa a opção de retirá-lo.                       

Último líder de bancada deposto do cargo foi Leonardo Picciani, que era líder do PMDB na Câmara. Em menos de um mês ele conseguiu retornar à liderança e fragilizou o partido.

Tentando aproximação

O Presidente Temer deu sinal de reaproximação com Renan Calheiros, mudando o Ministro da Justiça que havia sido atacado pelo senador na semana passada. Não sei se isso seria muito para fazer Renan e Temer voltar as boas.

No início de maio Renan, surpreendeu ao criticar o governo Michel Temer e pedir mobilização contra as reformas trabalhista e da Previdência. Ele chegou a se reunir com representantes de centrais sindicais, quando classificou o governo Temer de “governo da vingança”. Durante o encontro, o senador também parabenizou as centrais sindicais pelos protestos realizados durante a greve geral realizada no dia 28 de abril.

O líder do partido no Senado teria dito até em uma ocasião que o presidente cairia antes dele, se referindo a destituição da liderança do PMDB.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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