Politicando

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O inimigo doméstico do Palácio

22/06/2017 18h06
O inimigo doméstico do Palácio

Em política se vê de tudo, há quem diga que até boi voar. Mas um fato interessante é que o governo de Alagoas começou a perceber que aliados íntimos do Palácio começaram a tomar decisões estranhas.

Na Assembleia cresceu número de audiências públicas solicitadas por parlamentares da base aliada, inclusive do próprio PMDB, partido do governador, para discutir problemas da gestão estadual.

Como se não bastassem, secretários de Estado ou respectivos representantes ao participarem destas audiências tem adotado mesma postura de defesa às críticas.

Uma hora a culpa é do antecessor da pasta, mesmo que o antigo secretário ou secretária tenha feito parte deste mesmo governo.

Outra hora a desculpa se dá pelas decisões transversais. É comum secretário reclamar que não consegue trabalhar por conta dos colegas. As pastas que mais sofrem reclamação são as de gestão ligadas ao governador: Gabinete Civil, Fazenda e Planejamento.

Empurrando para debaixo do tapete vai surgindo um inimigo doméstico que mora dentro de casa.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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