Politicando
Em ataque à Davi Filho, Ricardo Barbosa pede investigação na FUNBRASIL
Candidato do PT diz que instituição privada recebe recursos públicos para fazer política
A Fundação Brasil foi a pauta do guia eleitoral desta quarta-feira (03) do candidato à prefeitura de Maceió, Ricardo Barbosa (PT). Presidida por Rosa Davino, mãe do também candidato Davi Filho (Progressistas), a instituição foi duramente criticada pelo fato de ser mantida com recursos públicos.
“Por que o sistema de saúde parece inoperante enquanto a prefeitura mantém repasses para unidades particulares? Não é possível que uma pessoa com problemas de saúde não consiga atendimento na rede municipal de Maceió, e uma outra pessoa com os mesmos problemas seja atendida por uma fundação privada que recebe verbas do SUS”, disparou Barbosa.
O petista questionou o fato de que, desde que foi criada em 2008, a FUNBRASIL tem se beneficiado através de verbas públicas, inclusive com Emendas Parlamentares vultuosas destinadas pelo filho da presidente da instituição.
Ricardo Barbosa foi além e defendeu uma rigorosa investigação em instituições privadas que são mantidas com dinheiro público. “Quando prefeito de Maceió eu vou incentivar auditorias em fundações privadas que recebem verbas públicas, vou investir na saúde da família e na construção do hospital municipal em Maceió, com concursos públicos pra contratação de novos servidores. Eu defendo a sua saúde, eu defendo a saúde pública, eu defendo o SUS”, destacou.
A propaganda eleitoral do candidato petista ainda enfatizou o fato de o secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, ser aliado político da família Davino, e insinuou que pode ter havido tráfico de influência junto a FUNBRASIL.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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