Politicando
Advogado alagoano que pediu Lula e Dilma na ‘guilhotina’ está na lista tríplice para ministro do TST
Adriano Avelino concorre com uma advogada sergipana e o ex-presidente da OAB-MG
Confirmando as expectativas, o advogado alagoano Adriano Costa Avelino foi indicado na manhã desta segunda-feira (22) para a lista tríplice que será entregue ao presidente Lula (PT), de onde sairá o próximo ministro do TST.
Avelino foi o primeiro ‘eleito’ na sessão que escolheu os integrantes da lista, com 14 votos entre os 26 votantes. A lista com os escolhidos será entregue ao presidente da República, que não tem prazo para a escolha do seu preferido.
Lula agora tem na mão uma escolha difícil, que passa pelo universo político e se coloca de frente a uma questão moral e ideológica de cunho pessoal. Foi Avelino, em 2016, que disse que o então ex-presidente Lula deveria ser mandado para a ‘guilhotina’, junto com Dilma Rousseff.
Ademais, o presidente tem como adversários do advogado alagoano escolhas que o contemplam de forma bem mais efetiva. Rosaline Morais, o nome mais votado na escolha desta segunda com 19 votos, é sergipana e chegou até a lista tríplice com uma forte atuação na defesa das minorias, pauta cara ao presidente.
O outro candidato, Antônio Fabrício de Matos Gonçalves, chega com a chancela de ter sido presidente da OAB de Minas Gerais, estado de muita potência política e de forte atuação nos bastidores.
Apesar das declarações de ódio recentes, a nomeação de Avelino também atende a um personagem forte da política em Brasília: o presidente da câmara, Arthur Lira - que embora esteja às turras com Lula, tem na mão a agenda do congresso nacional.
Nos bastidores, não é possível cravar um favorito na preferência do presidente. Rosaline Morais, por ser mulher, ter atuação em pautas de esquerda e ter sido a mais votada entre os pares, larga na frente. Mas o ‘lobby’ da OAB mineira e de Arthur Lira tornam o cenário improvável.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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