Escola de samba que homenageou Lula é rebaixada para a Série Ouro
Acadêmicos de Niterói foi rebaixada para a Série Ouro com o samba enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”
A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada para a Série Ouro após apresentar o samba-enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” no desfile do Grupo Especial do Rio de Janeiro.
A escola, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não convenceu os jurados e encerrou a apuração com 264.6 pontos, a menor nota entre as agremiações.
Para efeito de comparação, a campeã Viradouro somou 270 pontos. Já a Mocidade, que ficou imediatamente à frente da Acadêmicos de Niterói na classificação final, terminou com 267.4 — três pontos acima da escola rebaixada.
O samba-enredo da agremiação teve referências diretas ao universo do PT. A letra reproduziu um dos gritos de guerra entoados pela militância (“Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”) e mencionou, em duas passagens, o número de urna do partido. Janja também é citada, assim como o filme Ainda Estou Aqui.
Na letra do samba, Eurídice Ferreira de Mello, mãe de oito filhos, narrou a viagem de “13 noites e 13 dias” com a família, em um caminhão “pau-de-arara”, entre Garanhuns, no interior de Pernambuco, e a periferia de Guarujá, no litoral paulista, em alusão à trajetória do chefe do Executivo.
Presença de Lula e ausência de Janja na avenida
A agremiação destacou a trajetória do mandatário, iniciando em 1952. Paulo Vieira, ator e humorista, foi responsável por dar vida ao presidente na apresentação.
O presidente assistiu ao desfile em sua homenagem no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro e chegou a descer para a avenida.
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, não desfilou na homenagem da Acadêmicos de Niterói. Ela era aguardada no último carro alegórico da agremiação, mas foi Fafá de Belém quem entrou no lugar da esposa de Lula.
Alusão a Bolsonaro
A agremiação também contou com alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que apareceu em uma das alegorias na figura de um palhaço na prisão.
Com feição triste e espantada, a alusão a Bolsonaro o apresenta como um preso vestindo trajes listrados, comumente utilizados para representar presidiários na dramaturgia.
O palhaço também utilizava uma tornozeleira eletrônica com sinais de violação, assim como ocorreu no episódio que levou à revogação da prisão domiciliar do ex-presidente, em novembro do ano passado.
Últimas notícias
'Serial killer de Maceió' é condenado a 60 anos por matar casal no Vergel
Morre aos 91 anos Doutora Arlene, ex-prefeita de Flexeiras por três mandatos
Mercado da Produção segue em funcionamento durante obras de reforma
Justiça bloqueia mais R$ 4,2 milhões do Estado para Hospital Veredas
Após duplo homicídio, suspeitos incendeiam imóvel por não encontrar terceiro alvo
Hospital da Criança de Alagoas alcança quase 400 mil atendimentos
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
