Politicando
CPI da Braskem: Cunha defende JHC após questionamentos referente à compra do Hospital da Cidade
O presidente da CPI da Braskem diz que o valor usado para comprar o hospital é “absurdo
O senador Rodrigo Cunha (Podemos) saiu em defesa do prefeito de Maceió JHC (PL), após o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as ações da Braskem questionar os valores que foram utilizados para comprar o Hospital do Coração, que foi rebatizado de Hospital da Cidade.
O senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Braskem, ficou surpreso ao descobrir que a Prefeitura de Maceió adquiriu um hospital pelo valor de R$260 milhões. Valor este oriundo do acordo firmado entre a Braskem com o executivo da capital.
“Está de brincadeira, comprar um hospital por R$260 milhões, com cento e poucos leitos. Quero dizer que atenção básica é a responsabilidade do município. [Atendimento de] média e alta complexidade não é função da prefeitura e comprar um hospital de alta complexidade tem custo anual altíssimo. Além disso, um hospital não custa R$260 milhões em nenhum lugar, muito menos em Maceió”, disse Omar.
O senador Rodrigo Cunha (Podemos), autor do requerimento para a audiência pública que ouviu o procurador-geral de Maceió nesta terça-feira (23), defendeu a compra do Hospital da Coração, que foi batizado de Hospital da Cidade, pelo prefeito de Maceió JHC (PL).
“Saúde é competência do governo estadual, mas também foi a incompetência do governo estadual que levou o prefeito a tomar uma atitude. Não é justo as pessoas sofrerem para serem atendidas e a preocupação de um gestor não é deixar de fazer porque o outro não está fazendo. Mesmo não tendo responsabilidade direta, o faz, porque isso é cuidar das pessoas, cuidar de gente, cuidar de quem está sofrendo. O Hospital da Cidade é o melhor e tem o carimbo de ser municipal e estar em funcionamento. É justo que o pobre seja cuidado como o rico e a gente não pode se deixar levar por outros comparativos”, disse Cunha.
A CPI da Braskem ouviu o procurador-geral do município de Maceió, João Luís. Durante a audiência, o procurador informou que a Prefeitura de Maceió comprou o Hospital do Coração pelo valor de R$260 milhões com dinheiro proveniente do acordo feito com a Braskem no total de R$1,7 bilhão.
O presidente da comissão, ao ouvir a informação, disse que tem experiência na construção de unidades hospitalares e, por isso, o valor informado por João Luís seria “absurdo”. O senador disse, ainda, que faz questão de conhecer o hospital para saber se o investimento vale mesmo a pena.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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