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Senadores aprovam relatório final da CPI da Braskem com 14 indiciamentos

O colegiado vai encaminhar o texto aos órgãos de controle

21/05/2024 11h11 - Atualizado em 21/05/2024 12h12
Senadores aprovam relatório final da CPI da Braskem com 14 indiciamentos

Os senadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o afundamento do solo em parte de Maceió aprovaram o relatório final, durante reunião na manhã desta terça-feira (21).

O relatório foi aprovado com algumas alterações, feitas pelo relator da comissão Rogério Carvalho (PT-SE). A principal mudança foi a inclusão do trecho do projeto de lei que cria uma de fiscalização do setor minerário. O relator destacou que as pequenas alterações realizadas no texto foram necessárias para torná-lo mais preciso e com maior efetividade na cobrança.

Com a aprovação do relatório, o texto será agora encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de Alagoas (MPAL), Defensoria Pública da União (DPU), Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE) e Polícia Federal (PF).

No último dia 15, o senador Rogério Carvalho apresentou o relatório final após analisar documentos e depoimentos referentes à exploração da sal-gema em Maceió. Para o relator, está mais que provada a responsabilidade da mineradora Braskem.

O texto pede o indiciamento da empresa e mais oito pessoas ligadas a ela, que são acusadas de cometer crime contra a ordem econômica ao explorar a matéria-prima pertencente à União em desacordo com a legislação.

Por causar poluição que resulta em danos à saúde ou que provoca destruição da fauna e flora, o senador Rogério Carvalho também aponta que houve infringir a Lei de Crimes Ambientais.

Outras duas empresas que prestaram consultoria à Braskem e três engenheiros também foram indiciados por apresentarem laudo enganoso ou falso, delito previsto na Lei de Crimes Ambientais. Os documentos eram usados para demonstrar a regularidade da Braskem ante órgãos públicos.

Projetos de lei


O relatório ainda traz três projetos de lei e um projeto de lei complementar para reforçar o poder do estado de regulação na atividade de mineração. Um deles cria uma taxa para direcionar um percentual das receitas sobre lavra mineral aos órgãos de fiscalização da atividade.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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