Politicando
Isnaldo Bulhões sai em defesa de Haddad em meio a discussão na Câmara dos Deputados
O ministro da Fazenda se reuniu com os deputados da Comissão de Finanças e Tributação
Em meio a um encontro marcado por bate-boca na manhã desta quarta-feira (22) na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda Fernando Haddad visitou os integrantes da Comissão de Finanças e Tributação. O líder do MDB na Casa, o alagoano Isnaldo Bulhões, defendeu a atuação do ministro.
A oposição ao governo federal - destaque para os deputados Kim Kataguiri (União-SP) e Filipe Barros (PL-PR) - aproveitou a presença de Haddad na sessão para criticar a política econômica adotada pelo governo. A discussão extrapolou a pauta econômica e envolveu temas como negacionismo, cultura e terraplanismo.
Incomodado com os ataques ao chefe da Fazenda, Isnaldo Bulhões, durante o uso da palavra na sessão, saiu em defesa de Haddad e criticou o governo Bolsonaro.
“O deputado Filipe Barros (PL-PR) falar de gastos públicos, de criação de mais cargos públicos, ora, eu fui relator da reestruturação da Presidência da República, criando mais ministérios porque foi necessaŕio e tenho orgulho disso, mas a maior preocupação do governo foi não gerar novas despesas”, disse.
Bulhões afirmou ainda que o Congresso Nacional voltou a ter diálogo com o Ministério da Fazenda, e lembrou que o homem da pauta econômica no governo passado, Paulo Guedes, não dialogava e não conhecia o país.
“Durante a reforma tributária, o ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes, não sabia a realidade do trabalhador rural lá de Santana do Ipanema, cidade onde nasci e fui criado. Ele dizia pra eu pensar no futuro e não no presente. Eu respondia: ‘Ministro, o senhor não conhece o sertão de Alagoas nem o Nordeste do Brasil. Como vou pensar no meu futuro matando o presente?’ O Congresso Nacional voltou a ter um diálogo com o Ministério da Fazenda.”
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Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
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A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
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Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
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