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Isnaldo Bulhões sai em defesa de Haddad em meio a discussão na Câmara dos Deputados

O ministro da Fazenda se reuniu com os deputados da Comissão de Finanças e Tributação

23/05/2024 09h09 - Atualizado em 23/05/2024 12h12
Isnaldo Bulhões sai em defesa de Haddad em meio a discussão na Câmara dos Deputados

Em meio a um encontro marcado por bate-boca na manhã desta quarta-feira (22) na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda Fernando Haddad visitou os integrantes da Comissão de Finanças e Tributação. O líder do MDB na Casa, o alagoano Isnaldo Bulhões, defendeu a atuação do ministro.

A oposição ao governo federal - destaque para os deputados Kim Kataguiri (União-SP) e Filipe Barros (PL-PR) - aproveitou a presença de Haddad na sessão para criticar a política econômica adotada pelo governo. A discussão extrapolou a pauta econômica e envolveu temas como negacionismo, cultura e terraplanismo.


Incomodado com os ataques ao chefe da Fazenda, Isnaldo Bulhões, durante o uso da palavra na sessão, saiu em defesa de Haddad e criticou o governo Bolsonaro.

“O deputado Filipe Barros (PL-PR) falar de gastos públicos, de criação de mais cargos públicos, ora, eu fui relator da reestruturação da Presidência da República, criando mais ministérios porque foi necessaŕio e tenho orgulho disso, mas a maior preocupação do governo foi não gerar novas despesas”, disse.

Bulhões afirmou ainda que o Congresso Nacional voltou a ter diálogo com o Ministério da Fazenda, e lembrou que o homem da pauta econômica no governo passado, Paulo Guedes, não dialogava e não conhecia o país.

“Durante a reforma tributária, o ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes, não sabia a realidade do trabalhador rural lá de Santana do Ipanema, cidade onde nasci e fui criado. Ele dizia pra eu pensar no futuro e não no presente. Eu respondia: ‘Ministro, o senhor não conhece o sertão de Alagoas nem o Nordeste do Brasil. Como vou pensar no meu futuro matando o presente?’ O Congresso Nacional voltou a ter um diálogo com o Ministério da Fazenda.”

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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