Politicando
Kelmann chama de ‘fake news’ dossiê do governo que mostra irregularidades na Seprev
O vereador preferiu não responder aos questionamentos e definir a informação como “tendenciosa”
O vereador por Maceió, Kelmann Vieira (MDB), não recebeu nada bem o dossiê publicado no Diário Oficial do Estado e divulgado pelo 7Segundos, onde aponta irregularidades na Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev), que estava sob o controle do vereador.
O dossiê assinado por seis secretários do governador Paulo Dantas (MDB) mostra um gasto excessivo com a contratação de terceirizados. Foram R$ 56 milhões exclusivamente destinados a “serviços de apoio administrativo, técnico e operacional”.
Nas redes sociais, o vereador decidiu atacar a publicação do portal 7Segundos a chamando de “Fake News”. Vale ressaltar que a matéria foi baseada nos dados oficiais do Governo de Alagoas e apurada com todo o rigor que o bom jornalismo exige.
Para Kelmann, as suspeitas levantadas pelo dossiê não se sustentam já que o valor questionado pelo Palácio República dos Palmares já estaria previsto dentro do Orçamento vigente.
A elaboração e a divulgação do dossiê, assinado por seis secretários do governo, trazem à tona as motivações por trás da retirada de Kelmann do controle da pasta. À época, o secretário de governo Vitor Pereira, disse que a Seprev estava sendo usada politicamente.
Acostumado a voltar atrás em seus posicionamentos, Kelmann disse recentemente que não rompeu com o Palácio República dos Palmares - não é o que parece. Quem sabe em alguns dias o vereador reconheça a legitimidade do dossiê encomendado pelo governador Paulo Dantas? A conferir.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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