Politicando
Tereza Nelma enviou R$1,3 milhão para ONG presidida por sua assessora, diz jornal
Os repasses podem ser enquadrados na Lei de Improbidade Administrativa
A ex-deputada federal e atual secretária Nacional de Aquicultura, Tereza Nelma (PSD), enviou R$1,3 milhão para uma ONG que é presidida por sua ex-assessora durante o período em que esteve na Câmara dos Deputados.
Quem traz a informação é o jornal O Estado de São Paulo, que de acordo com sua apuração, a presidente do Instituto Guerreiras Pela Vida, Emanuelle Gomes, trabalha também no gabinete da vereadora por Maceió, Teca Nelma (PT).
Tereza disse que não há irregularidades nos repasses e contou ainda que apoiou, ao longo de seu mandato, dezenas de ONGs que atuam pela inclusão e no combate à desigualdade.
Especialistas ouvidos pelo Estadão dizem que a situação é imoral, fere o princípio da impessoalidade e pode ser enquadrada na Lei de Improbidade Administrativa.
A ONG Guerreiras Pela Vida já recebeu R$1,4 milhão do Ministérios da Cultura, da Mulher e dos Direitos Humanos, em cinco convênios. Desse montante, R$1,3 milhão são frutos de emendas de Tereza Nelma.
Emanuelle Gomes é assessora de Teca Nelma e recebe mensalmente R$10 mil. Questionada sobre seu expediente na ONG e no gabinete da Teca, Emanuelle titubeou e não soube responder seu horário exato de trabalho.
A diretora da ONG disse ainda que Tereza é apenas uma apoiadora do trabalho do instituto e não proprietária como vem sendo questionado.
No total, 12 dirigentes atuais da ONG Guerreiras Pela Vida já trabalharam no gabinete de Tereza ou de sua filha, Teca. Outras três pessoas foram funcionárias da Associação Pestalozzi de Maceió.
Sobre a contratação de seis dirigentes da Guerreiras Pela Vida em seu gabinete, Tereza Nelma explicou que a presença de militantes sociais como assessores sempre foi uma constante, para trazer pessoas com vivências de base para alcançar melhor os anseios desses públicos.
Veja também
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
Arquivos
Últimas notícias
Polícia prende dois homens por furto de trilhos de ferrovia no interior de AL
Ataque de Renan Filho a Teotônio Vilela mira crescimento do PSDB
Pai catador ensina filho pequeno a ler a palavra 'Vitória' em ônibus
Em tom de campanha, Renan Filho oficializa pré-candidatura com críticas a Téo Vilela
Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 52 milhões
