Politicando
JHC processa presidente do Solidariedade por veicular fake news contra o PL
Adeilson Bezerra disse ao 7Segundos que já recorreu e vai até a última instância
O presidente estadual do Solidariedade, Adeilson Bezerra, foi condenado pela Justiça Eleitoral de Alagoas a pagar multa por veicular mentiras em suas redes sociais. Bezerra havia dito que o PL, partido do prefeito JHC, estaria próximo de ser extinto.
Nas redes sociais, Adeilson Bezerra fez um vídeo alertando os pré-candidatos que estavam se filiando ao PL, para uma possível extinção do partido.
O juiz João Dirceu Soares Moraes fundamentou sua decisão no argumento de que não teria como confirmar a veracidade da fala de Adeilson, tendo como base apenas matérias jornalísticas e opiniões pessoais.
O magistrado entendeu que houve propaganda eleitoral negativa antecipada. Diante disso, foi recomendada a retirada do conteúdo e o pagamento de multa no valor de R$5 mil.
Ao 7Segundos, Adeilson revelou que o presidente estadual do PL, JHC, já o processou em média 25 vezes. Neste atual processo em que Adeilson foi condenado, o presidente do Solidariedade diz que não concorda com a retirada do vídeo de suas redes sociais e mantém seu posicionamento já que foi baseado nas falas do ministro Alexandre de Moraes.
Em 2022, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, levantou a possibilidade do PL - partido do ex-presidente Jair Bolsonaro - ser extinto. Na época, o Partido Liberal pediu que o TSE invalidasse os votos do 2º turno nas eleições de 2022.
Moraes considerou o pedido “esdrúxulo” e “ilícito” e multou o grupo por litigância de má-fé, quando a provocação ao Judiciário se dá de maneira abusiva, distorcendo fatos e ou usando o processo para conseguir um objetivo ilegal.
Adeilson Bezerra disse que não abre mão de seus posicionamentos e que irá recorrer até a última instância.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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