Politicando
Pastor processado não sabe se vítimas da Braskem vão aceitar acordo que impede manifestações
Pastor Wellington diz que não irá assinar, no entanto, não sabe dizer se todos do grupo seguirão a mesma ideia
O pré-candidato a vereador por Maceió e pastor da Igreja Batista do Pinheiro, Wellington Santos (PT), se mantém contrário ao acordo que quer proibir manifestantes de protestarem contra a Braskem em uma raio de 10km de distância da empresa. Pastor Wellington não descarta a possibilidade de alguém do grupo firmar acordo com a mineradora.
Pastor Wellington foi o entrevistado desta quarta-feira (10) no Antena Manhã, da Rede Antena 7. O programa vai ao ar de segunda a sexta das 07h às 10h.
O religioso, junto a outras pessoas, está sendo processado pela Braskem devido um protesto que ocorreu em 2021 na frente da empresa. A manifestação contou com a participação de representantes religiosos, de vítimas do crime ambiental, e com a presença do deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT).
O deputado petista revelou recentemente, que a mineradora propôs um acordo onde exige que as pessoas que estiveram na manifestação em questão estejam proibidas de fazer críticas a Braskem em um raio de 10km das dependências da empresa.
Sobre o acordo, Pastor Wellington diz que a rejeição dessa proposta da Braskem deveria partir da coletividade entre os envolvidos. No entanto, o religioso revela que não sabe qual será o posicionamento de outros colegas que estavam presentes no mesmo ato.
Além do Pastor Wellington, o deputado Ronaldo Medeiros também se colocou contra o acordo e fez um apelo no plenário da Assembleia Legislativa, pedindo que os envolvidos na manifestação não aceitem o acordo que pretende calar as vítimas da Braskem.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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