Politicando
Cristiano Ramos diz que composição com Tia Júlia está ‘praticamente nula’
Nos bastidores, a candidatura de Ramos é vista como uma forma de pressionar o MDB
O pré-candidato a prefeito de Palmeira dos Índios, Cristiano Ramos (PDT), praticamente descartou a possibilidade de compor com Tia Júlia (MDB). O “praticamente” chama atenção porque na cidade, o que se fala é que a pré-candidatura de Cristiano Ramos tem como objetivo pressionar Júlio Cezar a compor com o PDT.
Em entrevista ao Antena Manhã desta segunda-feira (15), o vereador pedetista fez duras críticas a gestão de Júlio Cezar - da qual fez parte - mas não rejeitou por completo uma composição com a sucessora de Cezar, sua Tia Júlia. “Praticamente nula” disse ele sobre as chances dessa união.
A composição entre Júlia e Ramos, dizem as fontes, passa pela decisão do vice-governador Ronaldo Lessa, que se bater o martelo, Cristiano terá que compor.
A ideia é que haja uma unidade entre PDT e MDB, assim como a nível estadual. No entanto, a indicação de vice na chapa da Tia Júlia só vai sair após uma boa conversa com o atual prefeito.
Caso o racha permaneça, Palmeira dos Índios será mais uma cidade onde haverá disputa entre MDB e PDT.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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