Politicando
Marechal Deodoro: Cristiano Matheus marca data da convenção, mas ainda não definiu vice
O ex-prefeito tentará até o último minuto conseguir uma composição com Dâmaso
Cristiano Matheus (PL) não desistiu de montar uma chapa com o também pré-candidato a prefeito Júnior Dâmaso (Republicanos). O mais novo bolsonarista da antiga capital alagoana já marcou a data da convenção partidária.
O dia que vai oficializar a candidatura de Cristiano Matheus a prefeito de Marechal Deodoro será 5 de agosto. O anúncio foi feito pelo pré-candidato através de seu perfil oficial no Instagram.
Na publicação, Cristiano diz que o evento será um momento crucial para decidir os representantes do Partido Liberal e debater as ideias e projetos que estão sendo desenvolvidos pelo grupo.
Desde sua entrada no partido do ex-presidente Bolsonaro, Cristiano Matheus vem sofrendo rejeição por lulistas e por alguns políticos que não enxergam com bons olhos essa aproximação repentina com o bolsonarismo.
Na convenção anunciada por Matheus, por exemplo, não há nenhuma confirmação da presença de deputados e lideranças políticas de alcance estadual.
Outro impasse enfrentado pela candidatura de Cristiano é a tentativa de compor com Júnior Dâmaso - nome forte da oposição que pode atrapalhar os planos do ex-prefeito.
Dâmaso não dá sinais de ceder e disputar como vice, mas Cristiano insiste em falar que o cenário ideal seria ter Júnior Dâmaso como seu vice-prefeito nas eleições deste ano. Caso o imbróglio não se resolva até o dia 5 de agosto, o caminho deve ser uma chapa puro sangue do PL.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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