Politicando
Renato Filho reúne Calheiros, Lira e Cunha em torno da candidatura de Fátima Rezende
Na oposição, Thais Canuto conta com o apoio de Ronaldo Lessa
O prefeito de Pilar, Renato Filho (MDB), tem mostrado sua habilidade de dialogar com setores da política alagoana que não são tão “chegados” assim. Renatinho conseguiu reunir os senadores Renan Calheiros e Rodrigo Cunha, além do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, em torno de sua tia, Fátima Rezende, que irá disputar a prefeitura da cidade.
Renato Filho tem uma relação próxima com o Clã Calheiros, mais ainda com o ministro dos Transportes Renan Filho, além de ter aparecido com frequência ao lado de Arthur Lira.
A novidade é a indicação do vice-prefeito na chapa de Fátima Rezende. Nos bastidores de Pilar, comenta-se que o vereador teria sido uma indicação de Rodrigo Cunha.
Tayrone é presidente da Câmara Municipal de Pilar e foi anunciado como candidato a vice-prefeito na convenção partidária do MDB que ocorreu no último sábado (27). O evento reuniu diversas lideranças políticas da região e contou ainda com a presença do governador Paulo Dantas, do senador Renan Calheiros e do ministro Renan Filho.
Quem chegou depois que o evento já tinha começado foi o ex-prefeito de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus (PL), que deu o ar da graça e reviu seus amigos de outras eleições.
Na oposição, Thais Canuto (PDT), conta com o apoio do vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) e do deputado estadual Alexandre Ayres (MDB).
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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