Politicando
Lenilda Luna é a única candidata de esquerda que disputa a Prefeitura de Maceió
Com a saída de Ricardo Barbosa da corrida eleitoral, restou apenas a candidata da UP
A jornalista Lenilda Luna (UP) é a única candidata de esquerda que vai disputar a Prefeitura de Maceió nas eleições deste ano. Com o veto à candidatura de Ricardo Barbosa (PT) para formação de uma frente ampla contra JHC (PL), apenas a Unidade Popular terá uma candidatura de esquerda “raiz”.
Lenilda já disputou em outra oportunidade o Executivo da capital alagoana, mas desta vez, garante que o clima da cidade está favorável para o crescimento de sua campanha. “O cenário político em Maceió está cada vez mais claro, favorável e promissor para crescimento da nossa proposta que representa de fato uma ruptura com esse modelo, adotado nas últimas décadas por essas mesma oligarquias que se alternam no poder para manter os privilégios das elites em detrimento da grande maioria do nosso povo sofrido e abonado pelo poder público”, disse ao 7Segundos.
Para Lenilda, tanto JHC quanto Rafael Brito fazem parte da mesma política antiga, já que ambos representam famílias tradicionais da política alagoana.
Apesar de Maceió ser considerada a capital nordestina mais bolsonarista, Lenilda não esconde que seu projeto político passa pela defesa e luta do socialismo. “Colocamos abertamente que nossa candidatura faz parte de um campo político de rompimento com o sistema capitalista, baseado na exploração da classe trabalhadora. Nossa atuação enquanto Unidade Popular conclama o povo organizado a lutar pelo Socialismo”, afirmou.
A candidatura de Lenilda Luna foi oficializada no último domingo (28). No evento foi apresentada também a candidata a vice-prefeita, Vânia Gomes, que é catadora de materiais recicláveis. "É uma mulher que representa uma categoria que batalha diariamente para superar a pobreza e ainda faz um trabalho fundamental para recuperar o meio-ambiente. Vânia representa muito bem o partido dos pobres, periféricos e do povo preto que é a Unidade Popular. Ela é mais do que vice, é a co-prefeita", disse Lenilda.
Lenilda se mantém como o único nome abertamente de esquerda. A pré-candidatura de Ricardo Barbosa (PT) não seguiu adiante após pressão do senador Renan Calheiros que pediu em Brasília a união dos partidos para aumentar o tempo de Rádio e TV.
A Executiva Nacional do PT atendeu ao pedido dos emedebistas e decidiu nessa segunda-feira (29) que o Partido dos Trabalhadores irá apoiar Rafael Brito.
Além de Lenilda Luna, seguem na oposição ao prefeito JHC: Lobão (Solidariedade) e Rafael Brito (MDB).
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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