Politicando

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Após receber R$ 200 mil e obter 544 votos em 2022, Rony Camelinho (e seu camelo) estão de volta às eleições em Maceió

Comerciante será candidato a prefeito da capital pelo Agir

09/08/2024 17h05 - Atualizado em 09/08/2024 17h05
Após receber R$ 200 mil e obter 544 votos em 2022, Rony Camelinho (e seu camelo) estão de volta às eleições em Maceió

O exótico Rony Camelinho está de volta. Em 2022, o comerciante natural de Ibateguara aventurou-se numa candidatura para a câmara federal, e mostrou-se um fenômeno da articulação política, conseguindo arrecadar da sua então legenda, o PSB, a quantia de 200 mil reais.

Durante a campanha, pôde-se constatar o principal gasto eleitoral do candidato (devidamente bancado com os recursos públicos do fundo eleitoral): a locação de um camelo (ou dromedário) para uso em suas atividades eleitorais.

Apesar das aparições pitorescas montado no camelo e da vultuosa doação partidária, Camelinho não obteve sucesso eleitoral. Apuradas as urnas, o candidato obteve apenas 544 votos.

Mas o comerciante não desistiu da vida política, e agora lançou-se como desafiante ao cargo que hoje pertence a JHC (PL), o de prefeito de Maceió. Para isso, o fenômeno conseguiu arregimentar um partido para chamar de seu - o Agir, antigo PTC, conhecida no meio como legenda de aluguel.

Quantos votos será capaz de obter Camelinho? A resposta é uma incógnita, mas ao menos uma coisa é certa: o dinheiro do contribuinte irá bancar, mais uma vez, as aventuras de um camelo desfilando pelas ruas da capital.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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