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Estratégia do marketing de JHC é evitar debates diante do favoritismo nas pesquisas

O atual mandatário deve comparecer apenas no debate mais próximo do dia da eleição

03/09/2024 11h11
Estratégia do marketing de JHC é evitar debates diante do favoritismo nas pesquisas

A ausência do prefeito JHC em debates e sabatinas tem sido entendida nos bastidores como uma estratégia de campanha para que o atual gestor mantenha os bons números nas pesquisas de intenções de voto.

No entorno de JHC, há quem diga que a presença do prefeito será confirmada apenas no último debate antes do primeiro turno das eleições.

Nesta segunda-feira (02), JHC não compareceu ao primeiro debate entre os candidatos à Prefeitura de Maceió, promovido por uma rádio da capital. Apenas Lobão e Rafael Brito marcaram presença no evento.

Os candidatos Rafael Brito e Lobão fizeram uma dobradinha e direcionaram ataques ao prefeito JHC. Lobão chamou o mandatário da capital alagoana de “fujão”, enquanto Brito apontou para uma mudança de postura de JHC quanto à Braskem na campanha eleitoral de 2020 e durante sua gestão. O emedebista definiu JHC como “gatinha Braskem”, se referindo à mansidão do gestor.

As candidatas Lenilda Luna e Nina Tenório não estiveram no debate na Rádio CBN por um critério adotado pela organização do evento. Só foram convidados os candidatos que fizessem parte de partido com o mínimo de representação no Congresso Nacional.

Rony Camelinho não esteve no debate por ter sua candidatura barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que constatou irregularidades na documentação necessária para validação das candidaturas.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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