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Compradores de voto exigem que eleitores divulguem apoio nas redes sociais

As mídias digitais vêm ganhando cada vez mais espaço na disputa eleitoral

17/09/2024 09h09 - Atualizado em 17/09/2024 11h11
Compradores de voto exigem que eleitores divulguem apoio nas redes sociais

Além dos clássicos adesivo na fachada de casa, nome e cpf na lista, as lideranças comunitárias que atuam como compradores de votos de candidatos das mais diversas localidades da capital alagoana, passaram a exigir que os eleitores comprados publiquem em suas redes sociais “que está com o fulano de tal”.

O Blog Politicando recebeu denúncias sobre essa nova modalidade de compra de votos que tem chamado a atenção do eleitorado periférico.

Ao menos dois candidatos de peso estão exigindo o apoio “nas redes” como critério para compra de votos.

Nas associações de bairros o que mais se vê é a correria e reuniões de última hora. Os grandes ficam sempre de olho se o eleitor comprado mantém o apoio virtual ao candidato.

Dependendo do candidato, o apoio deve ser feito através da “bio” no Instagram, na foto do perfil, por meio dos stories e por fim, no status do Whatsapp.

Com o crescente uso das redes sociais como ferramenta de campanha, os políticos da “velha política” não querem ficar para trás e tentam encontrar um jeito de viralizar e atrair seguidores.

O poder público vai ter que se atualizar e ficar atento a essas novas práticas usadas para ludibriar o eleitor e perpetuar o que há de pior na política.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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