Politicando
PT Alagoas beneficia filho de Ricardo Barbosa com recursos do fundo eleitoral
Repasse a escritório de advocacia do filho do presidente estadual da legenda foi maior do que qualquer doação a candidatos do partido

O escritório de advocacia Guilherme Barbosa Sociedade Individual de Advocacia, pertencente ao filho do presidente estadual do PT em Alagoas, Ricardo Barbosa, foi o segundo maior beneficiário do repasse do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) realizado pela direção estadual da legenda.
O fundão, como é mais conhecido, é o recurso mais volumoso que pode ser utilizado pelos candidatos para o pagamento de itens relativos à campanha eleitoral. O repasse do partido ao escritório do filho do seu presidente representa 17% de todo o valor recebido pelo diretório de Alagoas nesta eleição.
O valor de R$ 399 mil, recebido pelo filho do presidente para prestação de serviços advocatícios, é cinco vezes maior do que o repasse de R$ 80 mil do partido para Chico Bezerra, candidato a prefeito da cidade de Olho D’Água do Casado, no sertão alagoano. Chico é o candidato que recebeu o maior repasse do PT.
O valor pago a Guilherme Barbosa não é a única despesa quitada com recursos do fundo. O PT repassou também R$ 439 mil à Sistêmica Assessoria Contábil S/S, empresa que segundo levantamento do site Tribuna do Sertão pertence a um empresário ligado a Adelmo dos Santos, assessor lotado no gabinete do deputado Paulão.
O repasse à Sistêmica Assessoria é o maior valor pago pelo PT com recursos do FEFC. Somado ao valor pago a Guilherme Barbosa, o partido comprometeu com despesas sem relação direta com candidaturas 36% do valor total recebido da direção nacional da legenda, que foi de R$ 2.311.267,00.
De acordo com a lei eleitoral, recursos do fundo eleitoral podem bancar despesas advocatícias e contábeis, mas não é comum que esses recursos sejam utilizados prioritariamente para essas funções e em desfavor dos candidatos do partido em todo o estado - muitos têm no FEFC o único repasse financeiro para suas campanhas.
Militantes da legenda consultados pelo 7Segundos afirmaram, sob condição de anonimato, que o repasse a empresas ligadas a dirigentes do PT são um ‘escárnio’ e uma ‘vergonha’ para o partido. “Em 2022 chegaram a pedir vários serviços ‘pro bono’ a advogados amigos do PT, e agora repassam um valor absurdo, sem nenhuma discussão interna, ao filho do presidente”, disse um deles.
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O objetivo do blog é analisar a conjuntura política na capital e no interior de Alagoas.
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