Politicando
PT não tem nenhum procedimento aberto sobre favorecimento a filho de presidente
Partido não acionou nenhuma instância interna para apurar procedimentos de Ricardo Barbosa
O conselho de ética do diretório estadual do PT em Alagoas não abriu, até o momento, nenhum procedimento para investigar a legalidade dos repasses do fundo eleitoral ao advogado Guilherme Barbosa, filho do presidente estadual da legenda, Ricardo Barbosa.
Na esfera interna do PT, não há nenhum procedimento investigativo sobre o caso, nem no conselho de ética, nem no âmbito do diretório estadual - que foi a instância que recebeu e repassou os recursos do fundo para Guilherme.
O conselho de ética do PT em Alagoas tem cinco integrantes, sendo que um deles é o próprio Guilherme Barbosa, indicado pelo seu pai, o presidente do partido Ricardo Barbosa.
O escritório de advocacia de Guilherme recebeu a maior fatia do fundo eleitoral repassado pela direção nacional do PT para Alagoas. No total, de acordo com a plataforma DivulgaCand, o filho do presidente recebeu R$ 474.000,00 em agosto deste ano, ou 19% de todo o recurso destinado ao partido.
A indicação de Guilherme como advogado do partido contraria o artigo 40 do Código de ética da legenda, que veda a parentes de primeiro grau de quaisquer dirigentes partidários o recebimento por serviços prestados à sigla.
Sem nenhum processo que o cite internamente, Barbosa continua como presidente estadual do PT, ao menos até o processo de eleições diretas do partido que deve ocorrer até julho do ano que vem.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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