Politicando
Briga no PV pode levar Luciano Amaral para União Brasil de Alfredo Gaspar
Legenda verde pediu para Amaral deixar a legenda após novo desentendimento
Um entrevero que já dura mais de um ano no PV pode fazer com que o União Brasil em Alagoas receba o seu segundo deputado federal. Em 2022, a legenda conseguiu eleger Alfredo Gaspar como seu único parlamentar em Brasília.
Desta vez, quem pode pintar na sigla é o deputado federal Luciano Amaral, que vive há mais de um ano um desentendimento com o presidente nacional do seu atual partido, José Luiz Penna.
Tudo começou no processo de escolha para a liderança do partido na Câmara. Apoiado por uma forte articulação da família Calheiros, mesmo sem ser o preferido de Penna, Amaral conseguiu assumir a liderança do PV com anuência de seus colegas de sigla.
A partir daí, o clima entre a direção da legenda e Amaral passou a ser de pouquíssimos amigos. Em abril do ano passado, Penna chegou a autorizar documentalmente a saída de Amaral do partido sem perder o mandato, após votar pela soltura de Chiquinho Brazão, assassino de Mariele Franco.
O novo desentendimento entre PV e Amaral se deu após o deputado reapresentar um projeto de lei na Câmara que proíbe a delação premiada de réus presos. O PV se opõe ao documento, e pediu mais uma vez que o deputado alagoano deixe a legenda.
Caso aceite a sugestão da sigla, os bastidores apontam que o destino de Amaral já está decidido: será o União Brasil. Aliados do deputado avaliam que Gaspar adquiriu uma boa musculatura eleitoral, que fará com que a legenda eleja em 2026 pelo menos dois federais.
Restam aparar algumas pontas soltas, como o alinhamento entre Amaral e Marcelo Victor, desafeto número 1 de Alfredo. Mas há todo um 2025 para o desenrolar dos fatos.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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