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MDB quer mais espaço no governo Lula, e alagoano pode assumir ministério

Considerado um bom articulador político, sertanejo pode chegar a ser ministro de relações institucionais

30/01/2025 17h05 - Atualizado em 30/01/2025 17h05
MDB quer mais espaço no governo Lula, e alagoano pode assumir ministério

O alvoroço causado pela reforma ministerial do presidente Lula em Brasília, que deve ficar pronta no decorrer de fevereiro, deve fazer com que Alagoas receba mais um ministério - além do que já é cogitado para o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP).

Atual líder do MDB na Câmara e um dos destaques da casa na articulação política, Isnaldo Bulhões (MDB) é nome que circula nos corredores do poder na capital federal para assumir uma das pastas do governo, caso o MDB aumente sua representação na Esplanada dos Ministérios.

Dentro da legenda, há a ideia de que pelo que entrega ao governo, o MDB merece ter um espaço maior na gestão. Além disso, Bulhões é avaliado como um exímio negociador na Câmara, condição que lhe fez chegar ao posto de líder do partido em 2023.

Nesse contexto, caso Lula aceite aumentar o tamanho da sigla no governo, Isnaldo pode assumir a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, cargo com status de ministério, que hoje é ocupado por Alexandre Padilha (PT). A pasta é a responsável pela articulação do governo com a Câmara e o Senado.

Se chegar ao ministério, Isnaldo pode ser o terceiro alagoano contemplado com uma pasta no governo Lula: Renan Filho (Transportes) e Arthur Lira (Agricultura ou Casa Civil) são os outros.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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