Politicando
Ronaldo Medeiros denuncia “maquiagem” de Bolsonaro em ato de entrega de adutora em Piranhas
Em 2020, ex-presidente mandou colocar água numa cisterna para ‘jorrar’ no ato, sem o sistema estar funcionando
A sessão da Assembleia Legislativa da última quinta (27) foi palco de mais um embate entre o lulista Ronaldo Medeiros (PT) e o bolsonarista Cabo Bebeto (PL), agora em torno do fornecimento de água para os municípios do sertão alagoano.
Em aparte ao discurso do deputado estadual Inácio Loiola (MDB), que é sertanejo, Medeiros afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inaugurou, durante o ano de 2020, uma adutora no município de Piranhas, que ainda não estava captando água.
Medeiros disse que, para a inauguração, foram colocados dois caminhões-pipa de água somente para que o então presidente pudesse realizar o ato, ligando a “água” para a população.
A tese do deputado petista foi corroborada por Loiola, que contou detalhes do que viu naquele dia 5 de novembro de 2020, no distrito Piau, pertencente à cidade de Piranhas, sua base política. “Botaram água numa cisterna, colocaram uma bomba e distribuíram, deram banho na população que estava lá, mas até hoje a água não chegou”, disse o parlamentar.
Medeiros afirmou ainda que o ato presidencial teve fins eleitoreiros, já que ocorreu há dez dias das eleições municipais de 2020, que por conta da pandemia de Covid-19 foram realizadas em 15 de novembro daquele ano.
Cabo Bebeto (PL), que estava no ato com o presidente Bolsonaro em 2020, afirmou que havia água no local, mas que ela pode ter sido “roubada”. “Quando eu tive lá, tinha água. Se não tinha água, se roubaram a água, se depois destruíram o canal ou fizeram alguma coisa, mas a água estava lá, tinha até vídeo”, afirmou.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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