Politicando
Obra federal em Alagoas tem superfaturamento de R$ 5,8 milhões com concreto cobrado duas vezes
As obras da BR-424 integram o Arco Metropolitano que atravessa Marechal Deodoro, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco e Pilar, ligando a capital alagoana
A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou um sobrepreço de R$ 5,8 milhões nas obras da BR-424, em Alagoas, executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A informação foi divulgada pelo jornalista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles.
Segundo o relatório da CGU, os serviços contratados somam R$ 253,7 milhões e fazem parte do projeto do Arco Metropolitano de Maceió, com obras que incluem implantação, duplicação, pavimentação, melhorias na segurança viária e ampliação da capacidade da rodovia.
A irregularidade apontada é grave: o órgão de controle identificou que o custo do concreto utilizado em obras como túneis, viadutos e pontes foi cobrado em duplicidade, aparecendo em dois itens distintos da planilha de custos. Essa prática teria elevado os valores da obra em R$ 5,7 milhões, configurando superfaturamento.
“Foi considerado o custo do concreto usado para os serviços de obras de arte especiais (viadutos e pontes), e esse mesmo custo apareceu novamente em outro item, também atribuído a essas estruturas”, afirma o relatório da CGU.
Obra atinge municípios da Grande Maceió
As obras da BR-424 integram o Arco Metropolitano que atravessa Marechal Deodoro, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco e Pilar, ligando a capital alagoana a municípios estratégicos da Região Metropolitana. Ao todo, são 16,2 km de extensão, com construção de nova pista e restauração da existente.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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