Politicando
Governo taxa investimentos e sufoca setores produtivos para cobrir rombo fiscal
Pacote de medidas que agrava ainda mais a carga tributária sobre quem investe e produz no Brasil
O que era temido se confirmou: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na noite deste domingo (9) um pacote de medidas que agrava ainda mais a carga tributária sobre quem investe e produz no Brasil. A decisão inclui o fim da isenção de Imposto de Renda sobre as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) — instrumentos essenciais para o financiamento de dois pilares da economia nacional: o setor imobiliário e o agro.
A justificativa? Compensar a perda de arrecadação com a redução gradual do IOF sobre operações de câmbio — uma medida prometida há anos em acordos internacionais. Mas a conta, como sempre, sobra para quem poupa, produz e sustenta o país em meio à instabilidade.
As consequências serão imediatas: encarecimento do crédito agrícola e imobiliário, redução nos investimentos e aumento da pressão inflacionária. E tudo isso em um cenário em que o governo se recusa a cortar na própria carne. Os gastos seguem subindo, a máquina pública continua inchada e a prioridade parece ser garantir espaço para acordos políticos e benesses do sistema.
Em paralelo, o agronegócio enfrenta desafios climáticos e logísticos, e o setor imobiliário luta para retomar fôlego após a pandemia. Em vez de incentivos, recebem mais impostos. O Brasil insiste em penalizar o que dá certo, enquanto a inflação bate à porta e o governo empurra o país para mais um ciclo de incertezas econômicas.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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