Politicando
Renan Filho atua por federação com Republicanos; ‘Namoro vai bem’
Caso saia do papel, união dos dois partidos pode atrapalhar articulação dos Republicanos nas eleições de 2026
Em evento na capital paulista, no final da semana passada, o ministro Renan Filho deu uma declaração que causou preocupação aos Republicanos locais, liderados pelo decano Antonio Albuquerque.
“O namoro do MDB com o Republicanos vai muito bem. Eu digo ao MDB e ao Republicanos que, ou a gente forma uma federação, e vamos para próximo de 100 deputados na Câmara e a maior bancada no Senado Federal, ou então vamos para a série B da política, e não combina com o MDB a série B”, disse o ministro.
De fato, as notícias de Brasília indicam que, mesmo que não haja consenso nacional e até mesmo diferenças regionais irremediáveis, a federação entre as duas legendas é questão de tempo - algo que, pela lei eleitoral, pode acontecer até abril de 2026.
A efetivação da federação, caso aconteça, será o segundo duro golpe (mesmo que incidental) do grupo Calheirista sobre Albuquerque, que era aliado até meados do ano passado.
O primeiro foi a perda de um de seus mais antigos aliados, o prefeito de Messias Marcos Silva (MDB). O gestor já até fechou aliança com Remi Calheiros para o lugar de AA na eleição para a ALE no ano que vem.
O segundo é a união das duas legendas, que certamente ficará nas mãos dos Calheiros caso seja concretizada.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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