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“Atendemos 21 dos 22 pontos”, diz Paulo Dantas sobre reivindicações de grevistas da educação

Governador afirmou que trabalhadores continuam a greve por aumento de 0,17%

31/07/2025 17h05 - Atualizado em 31/07/2025 17h05
“Atendemos 21 dos 22 pontos”, diz Paulo Dantas sobre reivindicações de grevistas da educação

Durante evento do programa Daqui para o Mundo, com estudantes do ensino médio da rede estadual de educação, o governador Paulo Dantas (MDB) falou sobre o desentendimento com algumas dezenas de sindicalistas, que o abordaram durante um cerimonial em Maceió.

Dantas lamentou o ocorrido, e disse que estava até sentindo “triste” por causa do ocorrido. Entretanto, o governador fez questão de afirmar que os representantes do Sinteal, que representam trabalhadores da educação que estão em greve há 30 dias, protestavam por apenas um dos 22 pontos que foram apresentados ao governo.

“Fiquei muito triste, porque dos 22 pontos que o Sinteal conversou com a gente, 21 nós atendemos na integralidade. O único ponto que não foi atendido é que concedemos reajuste de 4,83% para todos os servidores do estado, eles queriam 5%, ou seja 0,17% [a mais], e aí fizeram toda essa confusão”, disse o gestor.

O governador disse ainda que não pretende brigar com os sindicalistas, e que respeita os grevistas. “Mas eu respeito todos que fazem o Sinteal, respeito todos os professores e sempre vou estar com as portas abertas para nós mantermos o diálogo. Eu não quero prejudicar nem brigar com ninguém”, afirmou.

Na última segunda (29), dezenas de trabalhadores da educação e dirigentes do Sinteal invadiram um cerimonial do governo do estado, portando placas e cartazes em defesa da paralisação. Dantas foi abordado ostensivamente por alguns deles, e houve um princípio de discussão.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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